Sem noção do adiante ,
Parado em um tempo constante ,
Os afazeres são gritantes ,
Os retornos gratificantes .
Em meio aos lençóis ,
Escrevendo este poema ,
Todos os cigarros são sóis ,
Resolvendo algum problema .
Hoje fez neblina ,
Lembro daquela menina ,
Perdidos na noite usando algo ,
Quando lembro ,
Os olhos se tornam um lago ,
De janeiro a dezembro .
O relógio da alma é uma coisa só ,
Em que nada é maior ou menor ,
Perto do universo apenas um grão de pó ,
Nem melhor e nem pior ,
Apenas o desejoso fantasiar ,
De ser o que se pensa ,
Um segredo que na língua vem deslizar ,
O coração compensa ,
Guarda as vozes do espírito ,
Causas desconhecidas do íntimo .
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