terça-feira, 24 de setembro de 2024

Há dois mil e vinte e quatro anos imortalizava-se o amor

Cada um tem sua casa , 
Sua morada , 
O tempo só atrasa , 
E a noite sempre é tão calada . 
Eu moro neste corpo , 
Um corpo feito de alucinação , 
Onde os problemas estão no topo , 
A única coisa que é real é o coração .
Tudo há dentro , 
Traz agitação , 
E se me desconcentro , 
Só resta falta de respiração .
Frágil como toda natureza , 
Sofre com exceção a beleza , 
Resta e sobra incerteza , 
Sobrevive com muita destreza .
Queria que vivesse mais , ser imortal , 
Como o corpo é finito , coisa e tal , 
O vício de como a vida está é tentador , 
Há dois mil e vinte e quatro anos imortalizava-se o amor .

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