Noite de outubro ,
Quente como fornalha ,
O fumo tinge o rubro ,
O ingênuo ou o canalha?
Escolho um pouco dos dois ,
Para ser exato ,
E não me arrepender depois ,
É fato .
Vejo o azul na parte noturna ,
Me envolver como uma urna ,
Esquentando os membros atrofiados ,
Sentidos levados e vazados ,
Extremos e exagerados ,
Sensíveis e desarmados .
A neblina do fim da tarde se foi ,
A chama da noite disse um oi ,
E a brisa continua lá ,
Para lá , e para cá .
Os barulhos no coração ,
A consciência confusa ,
Silêncio em oração ,
Afastando a ação difusa .
A noite é bonita e bela ,
Qualquer luz é vela ,
A lua sentinela ,
O reflexo na janela .
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