domingo, 21 de outubro de 2018

Afinal

Tarde de domingo ,
Um cigarro paraguaio ,
Um som gringo ,
Evado , saio .
Vou ver o que há ,
Nesta natal cidade ,
Procurando onde está ,
O remédio da saudade .
Vejo cartazes ,
Vejo pouca gente ,
Carros velozes ,
E climas diferentes .
As nuvens se aglomeram ,
Os faróis de tempos , enumeram ,
Silêncio é a palavra mestre ,
Esperando que uma sinfonia ,
Tudo se junte e orquestre ,
Um sem fim de barulhos , em mista etnia .
De pequeno , aprendi a amar ,
Dar nomes as intimidades ,
Cada identidade chamar ,
De acordo com suas prioridades .
O vento frio ,
Provoca um vazio ,
Uma lembrança insistente ,
No que corresponde a ser contente .
Não há nada no futuro ,
Apenas lembrança do agora ,
Mente enganada e em apuro ,
Qualquer sonho ilude e namora .
A vida é hoje , o tempo atual ,
O importante é o tempo , afinal .
 

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