Em noites frias de Outubro ,
O cheiro no lençol ,
Aromas ao som do peito rubro ,
Fazem fazer falta o sol .
O olhar na foto brilha ,
A dor esmerilha ,
E me torna formato incongruente ,
Apelo a mente , pois o coração está doente .
O vento sob o fim da tarde ,
Meu corpo se encarde ,
E é levado pra outro canto ,
Onde a abstinência causa pranto .
Na veia corre solidão ,
No olhar , horizonte e imensidão ,
Cercado de vida , e só ,
Observando sob guitarras em dó .
Está por vir ,
Uma noite tardia ,
Há de sorrir ,
O azul do final do dia .
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