quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Miragens

Abri os olhos ,
Logo , fechei os olhos ,
E voltei a dormir ,
Já não caso com a realidade ,
Já não sei mais ouvir ,
Aderi a insanidade ,
Sem ligar pro porvir ,
Já passei da idade ,
De seguir e servir ,
É rebelde minha identidade .

Ouço o badalar dos sinos ,
Lembro da infância ,
Meninas e meninos ,
Sem ambição ou ganância ,
Acreditávamos na evolução ,
Através do amor ,
Mal sabia que o coração ,
Comportaria tanta dor .
Vejo o dia anoitecendo , 
Ainda acordado , adormecendo .

Garoa no meu peito ,
Em sono firme ,
Me deito ,
Esperando algo que confirme ,
Com o meu sentimento ,
E também com o pensamento . 
Desejando uma certeza ,
Além de malícia e beleza ,
Mas só há imagens ,
Só há miragens .



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