Nesta chuva de outubro ,
Sofre o peito rubro ,
Pela distância ,
Pela inconstância .
Poças d'água ,
Meu olho deságua ,
Um sem fim de mágoa e rancor ,
Meu céu , não têm mais cor .
O que espero acontecer ,
Para chegar em você ?
Escravo da dúvida do entardecer ,
Já se foi a época de chocolate e buquê .
Hoje o " te amo " , é um telefonema ,
Mas permaneço firme , na missão do poema .
Neste temporal de outubro ,
Um novo tempo reinicia ,
Meu corpo cubro ,
O cuidado que vicia .
Hoje percebi que é sensível ,
Em alto e grande nível .
Pequenos são meus pensamentos ,
Perto do teu coração ,
Que dispensa lamentos ,
Que vive em comemoração .
Acredito nas verdades da alma ,
Onde povoa e mora a calma .
O destino continua a girar ,
Cabe a cada um , sempre lembrar .
Nesta tempestade de outubro ,
Os erros do ar encubro ,
Ao respirar ,
Ao conspirar .
Acredito em um relacionamento ,
Além da vida , além do vento ,
Algo eterno e duradouro ,
Mais importante que mirra ou ouro .
É este amor sobrevivente ,
Uma relação consciente ,
Mais resistente que qualquer mineral ,
Um delírio , um desejo , um romance original .
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