É fim de tarde ,
O dedo arde ,
O cigarro já acabou ,
E uns dedos esquentou .
O vento toma potência ,
Meu olhar espelhado no vidro do carro ,
Diz sobre pecar e ter inocência ,
Tomando café da manhã , ou fumando cigarro .
Penso em como fugir ,
Do foco do mal emergir ,
Crer mais no poder superior ,
Existir além ,
Das primitivas sensações , como o calor ,
Do fogo ou de alguém .
Sei que tenho muito a viver ,
Mas queria me convencer ,
Que momentos bons , posso reviver ,
Aceitar a vontade do destino , perder ou vencer .
Sei pouco da vida ,
Minha mente funciona um por cento .
Uma impressão me convida ,
A celebrar por ter sentimento .
Vejo por entre a propriedade ,
Encaro com mais sinceridade ,
Levo comigo , lembrança e saudade ,
Entre o delírio e a obviedade .
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