Uma fumaça , noite e dia ,
Uma vida nada sadia .
Mas quando vem a vontade ,
O fumo , a vida invade ,
Faz companhia , até tarde ,
O corpo queima , encarde e arde .
Numa situação delicada ,
Numa vida complicada ,
Heis que surge o amigo ,
De todas as horas ,
Colabora contigo ,
Entre erros e foras .
Não muito original ,
Um tanto diferente e desigual ,
Entre um trago e outro ,
Encontro e desencontro ,
O gosto vai viciando ,
Aos poucos o tempo vai acabando ,
Quem quiser , existe a liberdade ,
O livre arbítrio , a escolha própria .
É um exercício de civilidade ,
Sem plágios ou cópia :
" Antes do horário de verão ,
Numa terça - feira ,
Reflito em eventos que acontecerão ,
Pela vida inteira .
Sento na calçada ,
Penso em minha amada ,
Perto da noite calada ,
Em sua caminhada ,
Sei que está bem ,
Entre idas e vindas , vai e vem .
Um tabaco é meu único companheiro ,
Nunca falha ,
Enquanto o cérebro relaxado e maneiro ,
O corpo trabalha .
A fumaça vagueia pelo espaço aberto ,
Procurando uma saída .
Em seu retido lugarejo incerto ,
Um sinal de vida .
O vento do verão vem chegando ,
O calor antecipa sua chegada ,
Pensando e amando ,
De fumo em fumo , de tragada em tragada .
Com qualquer pensamento ,
Me iludo e me distraio .
Acalmando o sentimento ,
Com um cigarro paraguaio " .
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