sábado, 16 de setembro de 2017

Rosa murcha

Uns jardins desbotados ,
O tempo passou ,
Galhos velhos e embolorados ,
Parte do que sou .
Difícil encontrar você ,
Em todo este cenário ,
Já foi um bonito buquê ,
Das minhas expectativas , o contrário .
E em meu beco ,
Este florir seco ,
Em meu peito dilacerado ,
Neste clima descontrolado .
Neste fim , acelerado ,
Deu lugar , ao viver , urbanizado .
Flores de meu tempo ,
Aguentando contra - tempo ,
Sem sol ou regar ,
Nunca irei sossegar ,
Sem ao menos morrer junto ,
Hortaliças e eu , um eterno conjunto :

" Minha flor ,
Meu único amor ,
Seca e sem vida ,
Implorando uma bebida ,
Um sentimento real ,
Um sorriso coloral .
Vejo o vento te derrubar ,
Desejando este sofrimento acabar ,
Perante ao descaso do povo ,
Você cai , e levanta de novo .
Já orei , fiz simpatia ,
Pratiquei a sociopatia ,
Mas no fundo só quero seu cheiro ,
Me sentir bem por inteiro ,
Mas o que vejo ,
É o desejo ,
De voltar ao passado ,
Pois o tempo anda a milhão ,
E estou atrasado ,
Com problemas do coração .
Te resgatarei , pra perto de mim ,
Só eu sei , as possibilidades do fim ,
Relaxa , aguento a bucha ,
Te amo , minha rosa murcha " .

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