sábado, 2 de setembro de 2017

Princípio da alvorada

Baqueado ,
Tonteado ,
Ainda na cama ,
Sem ter ao lado , quem me ama ,
O gosto amargo no paladar ,
A luz na fresta da janela vem incomodar .

Decido seguir o itinerário do dia .
Escovo os dentes ,
Como uma refeição sadia ,
Despeço - me com beijos contentes .
Sigo até o ponto ,
Ouço uma música ,
Desconto o mal humor no composto , 
A manhã está única .

Pego o circular ,
Avisto a cidade ,
O judiado aparelho ocular , 
De tanto ler , consumido sem vaidade .
O vento da janela do automóvel ,
Como personagem de história em quadrinho ,
Os pensamentos vagam como em uma Graphic Novel ,
Sempre pensando em alguém , já não há lugar sozinho .

Perto do trabalho ,
No ponto , nunca falho .
Atravesso ,
Ando cinco minutos ,
Expresso ,
Sentimentos fortuitos .
Enfim chego na hora ,
O céu me guia e me namora .

" Desta metrópole fiz minha morada ,
A intervenção está comemorada ,
Fumante , poeta e sem namorada ,
Celebrando o princípio da alvorada " . 



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