Em meio a entranhas ,
De noites mal dormidas ,
Lembranças estranhas ,
Impressões de outras vidas .
O vento sopra na janela ,
Saudade de um tempo ,
Saudade dela ,
Até de qualquer contratempo .
Vejo a neblina aparecer ,
Começa o anoitecer ,
Sua recordação se torna viva ,
Esperando que aquela época reviva .
Fugindo não sei do quê ,
Esquisito para mim ,
Esquisito para você ,
Segredos revelados até o fim .
Um passado que sumiu ,
Junto com meus sonhos ,
A magia se esvaiu ,
Em estranhos momentos tristonhos .
Nada mais volta ,
Mas pode ser mudado ,
Em meu peito a revolta ,
Espero ser amado .
A ventania conta uma história ,
Talvez uma valiosa memória :
" O vento cortava o ar ,
Era estranho morar perto do mar ,
O urbano ainda me atraia ,
Algo então viria .
Agora tendo retornado ,
De todo acontecimento ,
O cérebro reformado ,
Há agora um entendimento .
A fuga , corre em minhas veias ,
As verdades , costumam acumular teias .
No fundo sei que tentei ajudar ,
Mesmo no permanecer ou no mudar .
Por alguém lá em cima regido ,
Pelo bem , tenho agido ,
Tenho amigos , hão de ter coagido ,
Fugas e mais fugas , sendo assim , o foragido " .
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