O relógio continua correndo ,
Mas já chegou o fim ,
Lágrimas estão escorrendo .
Minha vida acaba ,
Quando for da vontade do senhor ,
Aos poucos , o mundo desaba ,
Não sobrará sequer uma flor .
Jamais tive controle sobre minha vida ,
A morte é um indício ,
De que a ilusão me convida ,
Para voltar ao inicio ,
E recomeçar do zero imaginário ,
É como ler e reler o glossário .
No começo deslumbrado ,
Agora desgovernado ,
A distração é um controle poderoso ,
Pode levar em troca , seu bem mais valoroso .
Como viver e sentir amor ,
Ou pode virar refém do pavor ,
Vai de cada um ,
Vigiar seu lugar algum .
Sinto muito ,
A cada minuto ,
Sobre tudo que fiz ,
É como acreditar ter poder ,
Controlar o " ser feliz " ,
Ou um amor não corresponder .
Posso : andar ,
Correr , nadar ,
Passear ,
Prosear ,
Fazer tudo que acho que domino e sei ,
Mas esta cena , no filme da minha vida , já passei ,
E o final só ao firmamento pertence ,
E o destino é real e me convence .
Como um objeto descartável ,
Minha vida incontrolável .
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