Escolhendo por quem morrer ,
Mesmo sem acreditar no fim .
Tristezas e mágoas vão ocorrer ,
Pra todos , pra você e pra mim :
" Deito sobre os dois travesseiros ,
Acordado e deitado ,
A insônia nestes tempos costumeiros .
Continuando este ciclo inacabado .
Fazem silêncio as moradas dos vizinhos ,
Mas dormem , não estão como eu , sozinhos .
A desgraça em meu peito se aloja e faz ninhos ,
Nem quero saber , como são estes passarinhos .
As ruas vazias , parecem disfarçar o conversar ,
E eu tentando algo bom versar .
Mas sei que até isso acaba ,
O vicio em rimar é enorme ,
Se contrariar , o mundo desaba ,
Um hábito que nunca dorme .
Em sonhos , em meu dia , em meu cotidiano ,
Em minha realidade , em minha noite , em minha rotina ,
Sou um transeunte perdido ao som da pia - piano ,
Um ator escondido atras da cortina ,
Desejando sumir ,
Fugir da vergonha ,
De não poder ir ,
Aonde está , o sonho que se sonha .
A terra jamais pára de girar ,
E eu jamais paro de pirar ,
Mas no fundo desejo o sono do justo ,
Tudo tem seu dever , direito e custo ,
Mas estou livre e disposto ,
Firme no sentido composto ,
Defensor dos valores da verdade ,
Conquistador e defensor da liberdade " .
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