sábado, 7 de janeiro de 2017

Noites de janeiro

Algumas durmo cedo ,
Outras durmo tarde ,
Ás vezes retrocedo ,
Medo de tempestade .

Noturnas intervenções ,
Os céus e suas invenções ,
Dormindo ou acordado ,
As horas são um infinito bordado .

Acompanhado ,
Ou sozinho ,
O pensamento assanhado ,
Acorda o vizinho .

No silêncio da madrugada ,
Nesta lua drogada ,
Procuro solução para minha inocência ,
O mundo e sua falta de consciência .

Barulhos no telhado ,
O par de olhos molhado ,
O peso da juventude ,
A pressão em altitude .

Várias partes ,
De um sonho noturno ,
Sangue de martes ,
Em qualquer turno .

De tanto ser excluído ,
Alvo de abandono ,
Do convívio social banido ,
Dependente do eterno sono .

A procura de dinheiro ,
Um modo de vida mais maneiro ,
O último e o primeiro ,
Bolado por inteiro .
Começo o ano solteiro ,
Mais uma , destas noites de janeiro .



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