O sol queima o asfalto ,
O calor desce do alto ,
Pequenas lembranças ,
Misturadas a esse jejum ,
Fazem recordar crianças ,
Estranhezas de lugar algum .
O tempo tira meu chão ,
Sintomas de saudades ,
Um quase coração ,
Mistura identidades ,
Perdi o controle sobre minha vida ,
Fugiu a fome sobre qualquer comida .
Um novo ciclo recomeça ,
Na minha cabeça falta uma peça ,
Aquela que me impulsiona a amar ,
É fácil opinião formar ,
O difícil é fazer melhor ,
Enfim , meu futuro eu sei de cor .
Nem sempre o igual ,
É a melhor opção ,
É a certeza de que no final ,
Esquecerei a repressão ,
E darei mais sentido ,
A tudo que tenho esquecido .
Lá fora , são felizes os lares ,
Aqui dentro moram vários mares ,
Mas o mar "eu " , não chega a grandes patamares ,
Miudezas , mínimas e peculiares .
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