É final de semana ,
O clima é frio ,
O vento abana ,
Um mundo vazio .
O passado parece melhor ,
Me alivia , me livra do pior .
A lembrança viva na alma ,
A história do passado na palma ,
Os traços da mão e seu destino ,
A linha da vida , com desatino .
Toda vez ,
Parece a primeira escrita minha ,
Talvez ,
O recomeço comigo caminha .
Vozes abafadas pelo fone de ouvido ,
Hoje estou confuso , e do futuro duvido .
Sei que a verdade me consome ,
Perecendo em alma e nome .
Já perdi namoradas ,
Já deixei moradas ,
Já perdi dinheiro ,
O dia , não é mais tão maneiro .
Uma vida inteira pro ralo ,
Sensível . A qualquer fato me abalo .
Pensei em fugir ,
Esconder minha raíz ,
Pra outro canto emergir ,
E esquecer de vez este país .
Não há motivo para continuar sofrendo ,
Não há motivos para discutir o que estou comendo .
Cobranças , erros , bandidismo ,
O rumo do capitalismo .
Quero arte , poesia , canção , imagens ,
Me desvirtuar destas agressivas paisagens :
" O relógio toca ,
Acordo na maloca .
É cedo , de manhã ,
Sonhos de uma madrugada vã . "
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