Não há mais festa , nem carnaval ,
Perdeu - se o valor cultural ,
Expirou - se o senso natural ,
É falha a ética e a moral .
As ruas não são seguras ,
É hostil caras e figuras .
Vindo de lugar nenhum ,
Sem conhecer sequer um ,
Desbravei o universo humano ,
Conheci do são ao insano ,
Mas agora percebo que não sei de nada ,
Minha mente se tornou muda e calada .
Sem ter como guardar memória ,
Ou ouvir a consciência em história ,
Posso ver que voltei ao inicio ,
As voltas do mundo e seus ossos do oficio .
Girando simplesmente para navegar ,
É tanta informação ,
Que meu peito vivo é negativo ao pedido de sossegar ,
É intenso o coração .
Vejo tudo passar ,
O relógio se ultrapassar ,
Os dias se atropelarem ,
Os barulhos se interpelarem ,
A realidade a me consumir ,
A verdade pouco posso resumir ,
Tentando sobreviver nesta casca depressiva ,
Vivendo assustado , perdido e na ofensiva .
Quero muito que o correto role ,
Mas fujo de tudo que me controle .
Tenho certeza que nunca resolverei tudo ,
Sozinho , querendo a justiça , me iludo .
No fundo queria saber o quê e quem sou eu ,
Percebendo que alguém cuspiu no prato que comeu ,
Pra amenizar a revolta , crio texto - papo ,
Dias e noites , horas e segundos , engolindo sapo .
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