O inverno chegou antecipado ,
O frio e a chuva emancipado ,
É fim de ano , chuvas de verão ,
Muitas rimas e versos ainda haverão .
Guarda - chuva , capa , blusa ,
Tudo pra se proteger pode e usa .
O mar resolver cair do alto ,
Em uma mistura de barítono e contralto ,
Formando a orquestra do temporal ,
Os pingos no telhado formam um coral ,
Cantando a última canção de momentos únicos ,
O vento aos carros formam uma banda de jovens músicos ,
Dizendo sobre sua insatisfação na grande cidade ,
É o coração pulsante e cantarolante da sociedade .
Os ruídos mixados ,
Os barulhos trabalhados ,
Constroem uma malicia inocente ,
Um som agradável e decente .
A brisa faz sua performance ,
Torna a dança na chuva um romance .
Instrumentos exóticos e nuance ,
Cantam como se fossem sua única chance .
As enchorradas ,
Nas guias das calçadas ,
São forradas ,
De brandas levadas ,
São as canções graves ,
Guardadas as sete chaves .
O show liquido de nossas tardes ,
Sonetos musicais de tempestades .
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