Amores passam como passarinhos ,
Meus sentimentos ,
Cansados de estarem sozinhos ,
Apenas lamentos .
Fui no inferno e voltei ,
E um dia estarei na morada do senhor ,
Sempre sofri , sempre sofrerei ,
De sonhos e imaginações um vendedor .
Uma amada por favor ,
Para afastar este pavor :
" No bar do amor ,
Uma dose de clamor ,
Um fumo de rosas ,
Uma conversa de prosas .
Uma porção de sensações ,
Um pouco de boas intenções ,
Um punhado de acalento ,
Vá rápido , estou sedento .
Um deguste de saudade ,
Vários espetinhos , de amorosidade .
Um prato feito de afeto ,
Um pedaço de tino correto .
Um caldo de sinceridade ,
Um litro de amabilidade ,
Um sanduíche de valores ,
Perdido no bar dos amores . . . "
" . . . O sarau da paixão ,
Daqui pro caixão ,
Já não sirvo pra nada ,
A espera do fim , nesta baixa camada ,
Espero que o mundo me entenda ,
E sua compreensão se estenda ,
Para longe dos horizontes intelectuais ,
Aos desejos longíquos e atuais ,
Desejo ela e nada mais ,
Voltar . . . seria demais " .
" Feche esta ferida aberta ,
Derrube esta verdade encoberta ,
Torne minha vida completa ,
O último romance do poeta . "
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