Mudanças ,
Andanças ,
O querer mudar por necessidade ,
Viver tentando curar uma crônica insanidade ,
Sigo buscando a minha identidade ,
Convivo na escrita quantidade .
Já amei demais por uma vida ,
Um amor embolorado que me convida ,
A continuar seguindo uma direção ,
Para além do horizonte e imensidão ,
Buscar novas percepções de correção ,
Para caminhar com melhor retidão .
Sei que existe outras formas de mudar ,
Mas quero com o bem continuar ,
Poder enfim me ajudar ,
Aproveitar amanhecer e luar .
A ansiedade é decorrente ,
De estar entre odioso e contente ,
Não saber como reagir a uma situação ,
Tentar preencher uma função .
Odeio meu passado ,
Mas o quero consertar ,
Por isso a lógica tenho atravessado ,
Para um dia orgulhoso poder acertar .
Já errei demais , é como pergunta de prova ,
Só se entende o passo seguinte , quem concluiu a trova ,
Quem resolver o problema anterior ,
Dentro da introspecção interior .
O futuro do meu mundo ,
Depende de mim ,
Em meu sonho mais profundo ,
Só eu darei fim .
Tenho meios de conseguir viver ,
Mas parece que a vida quer me ensinar a conviver ,
A estar inserido em sociedade ,
A ter enfim saciedade .
Meu melhor verso ,
É aquele que não fiz ,
No mar poético imerso ,
O presente é feliz :
" Em meios envoltos complicados ,
Imerso em delírios delicados . "
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