Depois de um dia trabalhado ,
Cansável ,
Mais do que ter malhado ,
Incansável .
Penso nela ,
Noite e dia ,
Saudade bela ,
Da bateção cardia .
Sinto seu cheiro ,
Em um instante maneiro ,
Mas são apenas impressões ,
De ligeiras expressões .
Queria dizer que ela é demais pra mim ,
Mas ainda não acabou , não é o fim .
Encardido de lembranças ,
Amores , cervejas e crianças ,
Como um boneco de barro ,
Secando ao sol ,
Experimento um cigarro ,
Converso o futebol ,
Graças , risadas e sarro ,
Um deguste de etanol ,
A cidade é um fábrica de poluição ,
E meu corpo apaixonado ,
Permanece quente , queimando e em ebulição ,
Queria me sentir mais amado .
Mas sou diferente ,
Hora contente ,
Hora triste ,
Uma realidade ,
Que não existe ,
Uma fatalidade ,
Que persiste ,
A falta de identidade ,
Que inexiste .
Percebo a noite tomando seu lugar ,
Eu e outros nos colocamos a nos plugar ,
Fugir por não haver igualdade ,
Rugir o brado da exclusividade .
Tenho meus motivos para continuar ,
O fato de sinais de algo igual a mim insinuar ,
Alguns , minimos e poucos ,
Reclusos , mas somos loucos ,
E nada mais importa ,
E este verso me conforta ,
Verdades inacabáveis em sumo ,
Cotidiano urbano em resumo .
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