E horário de verão ,
Começo do ano ,
Provas haverão ,
Uma fuga do insano ,
Mas quando está dentro é outra história ,
De nada adianta mudança geográfica ou migratória .
Acostumado com todo este passado ,
Planos , organizações , idéias a cometer ,
Um meio já desgastado e ultrapassado ,
No fundo daqui pra frente , só tenho a perder ,
Tanto faz e tanto fez ,
Só restou a insensatez ,
Mesmo quando forte e viril ,
O coração por ela bateu a mil ,
Deixei de fazer tudo pelo vício ,
Mas sabia do prazer desde o início ,
Prazer e uma doença silenciosa ,
Uma gangrena escondida na sensação voluptuosa ,
Só resta escolher pelo que morrer ,
Sem chance de fugir ou correr ,
O amor se tornou exigente ,
E a intriga é o seu regente ,
Forçado a tudo , menos a ser feliz ,
Sossegado e tranquilo , sei o quanto fiz ,
Mereço saber a verdade ,
E guardar segredo ,
Tenho autonomia e identidade ,
Aprendi desde cedo ,
Espero que este ano seja diferente ,
Que se multiplique o repente ,
Que seja uma forma de dar e receber perdão ,
Esta mudança de ciclo em toda a vastidão .
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