Acordo na segunda parte da tarde ,
Em meio a cidade , um pulmão que se encarde,
Uma pílula e um fumo ,
Na saudade me consumo ,
Vejo o dia passar ligeiro ,
Até a noite permanecer inteiro ,
Vontade de tocar alguém ,
Como tão bem me toca ,
Espero mas , a igualdade nunca vem ,
O vento arrependimento invoca ,
Sou a vítima principal ,
Deste enredo acidental :
" Quem dera sentir frequentemente ,
O cheiro da rosa decente ,
Quem dera poder sentir em verdade ,
O toque da pele que mata a saudade ,
Quem dera poder sentir a realidade ,
Provar do sonho com mais qualidade ,
A vontade de amar que no peito arde ,
A pequena poesia do fim da tarde " .
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