Uma noite fria ,
Uma ideia vazia ,
Um nada na mente ,
Resultado inconsequente ,
Tentei fazer o certo ,
Mas o errado estava mais perto ,
Fiz coisas estranhas ,
Enfiei lixo nas entranhas ,
Eu escolhi ,
Eu desejei ,
Me recolhi ,
E já não sei ,
Perdi a curiosidade ,
Deixei de fazer fofoca ,
Perdi a formosidade ,
E me escondi na toca:
" Me afastei de tudo ,
Concentrei profundo ,
E desisti de machucar ,
E estou amor a colocar ,
Nada é melhor que ver um sorriso ,
Uma exclamação , um almejo de riso ,
Talvez faça mais sentido ser feliz ,
É esforçar pro bem , no que faço e no que fiz ,
Os deuses me invocaram lá de cima ,
Para texto , redação , dissertação e rima ,
Me disponho a escrever ,
Nunca sei se alguém vai ler ,
Apenas a verdade quero ver ,
E os frutos estou a colher ,
Sigo o rumo dos desesperados ,
Onde reina os desconsiderados ,
Por gastar tanto o que tem ,
Mas que há de mal em se doar para alguém ? ,
O mundo enlouqueceu ,
E Deus também junto ,
Um novo dia amanheceu ,
Para anjos e seu conjunto . . . "
" . . . Espero o sentimento ,
Rogo aos céus e ao vento ,
Um pouco mais de piedade ,
Com pouco havendo saciedade ,
Encerro minhas revelações , neste instante ,
As ideias desmioladas de um andarilho pensante " .
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