Tentei ser feliz ao meu jeito ,
Tentei controlar aquilo que bate no peito ,
Acreditei tanto em minhas mentiras ,
Que se tornaram agudas verdades ,
Como em jornais e tiras ,
Parecendo todos em plurais puberdades ,
Sem saberem o que estão fazendo ,
Sem saberem o que está acontecendo ,
No fundo termino sozinho ,
Cego de raiva e ódio ,
Procurando meu caminho ,
Sabendo estar no fim do pódio ,
Temendo o fim dos sonhos e imaginações ,
Me perdendo em sentimentos e sensações ,
Tentando auto - aplicar lições ,
Pois tudo parece singulares e obtusas visões ,
Sei que poderia tentar ser mais positivo ,
Mas a questão é : eu realmente estou vivo ? :
" Desafiando e curvando diante a morte ,
Estou vivo , um cigarro , uma pílula e um pouco de sorte ,
Talvez mais vivo do que antes ,
Conheci infernos distantes ,
Provei do gosto dos rios ardentes por redenção ,
Me distraio com um texto ou uma qualquer invenção ,
Pois no fundo sei que o que resta é isto ,
E as dores , os desamores e as falhas , simplesmente despisto ,
Mesmo que eu seja este ser perdido ,
De tanta sujeira de segregações encardido ,
Penso que posso continuar ,
Pensativo . . . do amanhecer ao luar ,
Talvez um dia eu consiga melhorar ,
Sabendo que nem tudo vai colaborar ,
Talvez de escrever já seja o bastante ,
O guerreiro andante , do reino distante " .
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