Pensei em te telefonar ,
Dizer como estou ,
É , fui me apaixonar ,
E meu destino custou .
Pensei em te mandar mensagem ,
Ir até você , fazer uma viagem ,
Mas em seu mundo bonito ,
Eu simplesmente não habito .
Pensei em te mandar recado ,
Exigir ser mais amado ,
Fiz , por merecer ,
Espero um novo amanhecer .
Pensei em te enviar um correio eletrônico ,
Te conquistar por presenciar harmônico ,
Mas nem assim consigo ,
Meu coração desligo .
Pensei em te mandar uma voz ,
Estando distante ,
Mesmo caminhando veloz ,
Saudade constante .
Pensei em te chamar ,
Pra somente conversar ,
Não aguento tanto amar ,
Pra aliviar : versar .
Pensei , penso e pensarei ,
Longe de ser um rei ,
Apenas seu poeta particular ,
Pensante rimador do lar ,
Esperando seu amor em mim pousar ,
E em longos vales distantes repousar .
Todos os domingos rezo e rezei ,
Como faz falta , só eu sei ,
Seu nome e nossa relação prezei ,
Só em você penso e pensei .
Viva , ame , sorria , contemple , sinta , observe , encante , emocione , acaricie , seja , haja , atue , presencie , participe , esteja , insista , documente .
sexta-feira, 31 de março de 2017
Realidade torta
Fim da tarde ,
O solo arde ,
Ar frio ,
Dia quente ,
O sol rio ,
Inspirou este repente .
Sexta - feira ,
Dia de balada ,
Eu , a noite inteira ,
Pensando na amada .
O fluxo de carros aumenta ,
O asfalto estala e arrebenta ,
Os bares ficam cheios ,
Saias e seus recheios .
O vento sopra neste ambiente ,
Dizendo sobre a vida consciente .
Só penso nela ,
Tudo lembra ela ,
Os casais , o verão a música ,
Abaixo arma e escudo ,
E me cubro desta humilde túnica ,
O anoitecer desnudo ,
Esperando redenção ,
Uma cura para este coração ,
Mas é inevitável ,
E pouco rentável ,
Viver desta forma ,
Ninguém conforma ,
Ou conforta ,
Esta realidade torta .
O solo arde ,
Ar frio ,
Dia quente ,
O sol rio ,
Inspirou este repente .
Sexta - feira ,
Dia de balada ,
Eu , a noite inteira ,
Pensando na amada .
O fluxo de carros aumenta ,
O asfalto estala e arrebenta ,
Os bares ficam cheios ,
Saias e seus recheios .
O vento sopra neste ambiente ,
Dizendo sobre a vida consciente .
Só penso nela ,
Tudo lembra ela ,
Os casais , o verão a música ,
Abaixo arma e escudo ,
E me cubro desta humilde túnica ,
O anoitecer desnudo ,
Esperando redenção ,
Uma cura para este coração ,
Mas é inevitável ,
E pouco rentável ,
Viver desta forma ,
Ninguém conforma ,
Ou conforta ,
Esta realidade torta .
quinta-feira, 30 de março de 2017
Noites após o trabalho
Pego a condução ,
No ponto costumeiro ,
Seguir para produção ,
Das metades de versos por inteiro .
A escuridão toma conta ,
Problemas me desapontam ,
Mas a cabeça está pronta ,
Para as rotinas que desmontam .
A rima na mente ,
Guardada pro melhor momento ,
Para alegrar pessoa contente ,
Para acalmar o sentimento .
Pessoas , para lá ,
E para cá ,
Versos , aqui ,
E ali :
" Pequenos poemas de um sonhador ,
Para sarar de percalço , problema e dor .
Vejo com o olhos tenazes ,
Corações de incríveis frases .
Almas puras e inocentes ,
De ações absolutamente conscientes .
Um sexto sentido me diz ,
O quanto vale rir e ser feliz .
Penso nela noite e dia ,
E deixo as outras a deriva ,
Um amor de acelerar bateção cardia ,
E que de outras relações me priva .
Um dia hei de deitar em uma cama a dois ,
Viver feliz , sem pensar no depois .
Deus há de abençoar ,
Como o sino da igreja ,
Que se põe a soar ,
E aos ventos graceja .
Cansado e sem cascalho ,
Um dia produtivo , e pouco falho ,
As cinzas do cigarro chacoalho ,
Noites após o trabalho " .
No ponto costumeiro ,
Seguir para produção ,
Das metades de versos por inteiro .
A escuridão toma conta ,
Problemas me desapontam ,
Mas a cabeça está pronta ,
Para as rotinas que desmontam .
A rima na mente ,
Guardada pro melhor momento ,
Para alegrar pessoa contente ,
Para acalmar o sentimento .
Pessoas , para lá ,
E para cá ,
Versos , aqui ,
E ali :
" Pequenos poemas de um sonhador ,
Para sarar de percalço , problema e dor .
Vejo com o olhos tenazes ,
Corações de incríveis frases .
Almas puras e inocentes ,
De ações absolutamente conscientes .
Um sexto sentido me diz ,
O quanto vale rir e ser feliz .
Penso nela noite e dia ,
E deixo as outras a deriva ,
Um amor de acelerar bateção cardia ,
E que de outras relações me priva .
Um dia hei de deitar em uma cama a dois ,
Viver feliz , sem pensar no depois .
Deus há de abençoar ,
Como o sino da igreja ,
Que se põe a soar ,
E aos ventos graceja .
Cansado e sem cascalho ,
Um dia produtivo , e pouco falho ,
As cinzas do cigarro chacoalho ,
Noites após o trabalho " .
quarta-feira, 29 de março de 2017
Crônicas cotidianas transitórias
Quero adormecer ,
E nunca mais acordar ,
Sonhar o amanhecer ,
Ideias a transbordar .
Desejo saber o futuro ,
O vicio em prever fatos ,
Agradecer graça , livrar de apuro ,
Mais vida , menos material e artefatos .
Penso em construir relacionamentos ,
Um jovem apaixonado ,
Peço e rogo aos ventos ,
Que eu seja mais amado .
Uma relação a dois ,
Deixo pra depois ,
Quando estiver confortável financeiramente ,
A falsa segurança do ócio consciente .
Espero a melhor oportunidade ,
De uma conversa fiada ,
Curar de lembrança e saudade ,
Em qualquer ocasião inesperada .
Acredito na força da memória ,
Recordações , segredos e histórias ,
Esta passagem vital é provisória ,
Crônicas cotidianas transitórias .
E nunca mais acordar ,
Sonhar o amanhecer ,
Ideias a transbordar .
Desejo saber o futuro ,
O vicio em prever fatos ,
Agradecer graça , livrar de apuro ,
Mais vida , menos material e artefatos .
Penso em construir relacionamentos ,
Um jovem apaixonado ,
Peço e rogo aos ventos ,
Que eu seja mais amado .
Uma relação a dois ,
Deixo pra depois ,
Quando estiver confortável financeiramente ,
A falsa segurança do ócio consciente .
Espero a melhor oportunidade ,
De uma conversa fiada ,
Curar de lembrança e saudade ,
Em qualquer ocasião inesperada .
Acredito na força da memória ,
Recordações , segredos e histórias ,
Esta passagem vital é provisória ,
Crônicas cotidianas transitórias .
terça-feira, 28 de março de 2017
Caso de vida ou morte
Espero um amigo sincero ,
Alguém de peito forte ,
Horas a fio espero ,
Caso de vida ou morte .
No trago a meia tarde ,
No tabaco um corte ,
O sangue se encarde ,
Caso de vida ou morte .
Os ventos do sul ,
E também do norte ,
Sopram no céu azul ,
Caso de vida ou morte .
Acredito que estás vivo ,
Se tiver um pouco de sorte ,
No meio em que convivo ,
Caso de vida ou morte .
A tristeza e melancolia ,
Em força e porte ,
Já se foi alegria e folia ,
Caso de vida ou morte .
Que este planeta me entenda ,
Que esta realidade me comporte ,
Que a sensibilidade se estenda ,
Caso de vida ou morte .
Alguém de peito forte ,
Horas a fio espero ,
Caso de vida ou morte .
No trago a meia tarde ,
No tabaco um corte ,
O sangue se encarde ,
Caso de vida ou morte .
Os ventos do sul ,
E também do norte ,
Sopram no céu azul ,
Caso de vida ou morte .
Acredito que estás vivo ,
Se tiver um pouco de sorte ,
No meio em que convivo ,
Caso de vida ou morte .
A tristeza e melancolia ,
Em força e porte ,
Já se foi alegria e folia ,
Caso de vida ou morte .
Que este planeta me entenda ,
Que esta realidade me comporte ,
Que a sensibilidade se estenda ,
Caso de vida ou morte .
A perda de um ente querido
As meias na gaveta ,
Esperando serem colocadas .
Pedidos escritos a caneta ,
As ferramentas da oficina abandonadas .
Os velhos palavreados ,
Os momentos considerados ,
As risadas , os risos , as gargalhadas ,
No soprar do vento chacoalhadas .
As pessoas em comum ,
Letras de lugar nenhum ,
Procurando em lugar algum ,
Aquele amigo número um .
Momentos sós ,
Quem somos nós?
Apenas as lembranças no ventre do planeta ,
Viajando como qualquer perdido cometa .
Esperando que haja justiça ,
Onde há injustiça .
Ás vezes o destino ,
Prega peças no geral ,
Mas ainda ouço o sino ,
Do amor em espaço sideral .
Talvez ninguém devesse saber ,
Mas isto não está em meu caber .
Os velhos cadernos ,
Continuarão a se mover sozinhos ,
Longos invernos ,
Em todos os meus caminhos .
Vejo o horizonte ,
A cantar ,
Sua canção distante ,
A entoar .
Um coração partido ,
Um peito ferido ,
No mundo solitário inserido ,
A perda de um ente querido .
Esperando serem colocadas .
Pedidos escritos a caneta ,
As ferramentas da oficina abandonadas .
Os velhos palavreados ,
Os momentos considerados ,
As risadas , os risos , as gargalhadas ,
No soprar do vento chacoalhadas .
As pessoas em comum ,
Letras de lugar nenhum ,
Procurando em lugar algum ,
Aquele amigo número um .
Momentos sós ,
Quem somos nós?
Apenas as lembranças no ventre do planeta ,
Viajando como qualquer perdido cometa .
Esperando que haja justiça ,
Onde há injustiça .
Ás vezes o destino ,
Prega peças no geral ,
Mas ainda ouço o sino ,
Do amor em espaço sideral .
Talvez ninguém devesse saber ,
Mas isto não está em meu caber .
Os velhos cadernos ,
Continuarão a se mover sozinhos ,
Longos invernos ,
Em todos os meus caminhos .
Vejo o horizonte ,
A cantar ,
Sua canção distante ,
A entoar .
Um coração partido ,
Um peito ferido ,
No mundo solitário inserido ,
A perda de um ente querido .
quarta-feira, 22 de março de 2017
Relatos de insanidades
Um dia estranho para mim ,
Esperando que seja brando o fim ,
Vejo os trabalhadores , para lá e para cá ,
Agora sei aonde a verdade está .
Os ventos as vezes sopram contra ,
E a saudade dela é monstra ,
Os gramados tão não são tão esverdeados ,
E os amores parecem cada vez mais inacabados .
A poluição e os raios ultravioletas ,
As noites cinzas , já não são tão pretas ,
Já não há mais " Bom dia " ,
É cada vez mais massante o dia - a - dia .
Penso em cada amor que perdi ,
Em cada inferno que ardi ,
E como retornei a este estado ,
Com a perdição , lado a lado .
Com estes head - fones ,
Noites são menos insones ,
Mais é só um alívio ,
Logo retorna o delírio .
Loucuras tomam conta do período noturno ,
Barulhos de carros e toques de qualquer coturno ,
Infernizam mais um instante ,
A vida já não é o bastante .
Um cigarro ou qualquer anestésico ,
Os países estão perto , com meu material bélico ,
Presos e confinados em cidades ,
Com seus corações partidos em saudades ,
O tempo mostrará o tamanho das vaidades ,
Mais uma noite insana , em relatos de insanidades .
Esperando que seja brando o fim ,
Vejo os trabalhadores , para lá e para cá ,
Agora sei aonde a verdade está .
Os ventos as vezes sopram contra ,
E a saudade dela é monstra ,
Os gramados tão não são tão esverdeados ,
E os amores parecem cada vez mais inacabados .
A poluição e os raios ultravioletas ,
As noites cinzas , já não são tão pretas ,
Já não há mais " Bom dia " ,
É cada vez mais massante o dia - a - dia .
Penso em cada amor que perdi ,
Em cada inferno que ardi ,
E como retornei a este estado ,
Com a perdição , lado a lado .
Com estes head - fones ,
Noites são menos insones ,
Mais é só um alívio ,
Logo retorna o delírio .
Loucuras tomam conta do período noturno ,
Barulhos de carros e toques de qualquer coturno ,
Infernizam mais um instante ,
A vida já não é o bastante .
Um cigarro ou qualquer anestésico ,
Os países estão perto , com meu material bélico ,
Presos e confinados em cidades ,
Com seus corações partidos em saudades ,
O tempo mostrará o tamanho das vaidades ,
Mais uma noite insana , em relatos de insanidades .
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