domingo, 7 de dezembro de 2025

Fui ao limite

Fui ao limite, 
Até onde as extremidades puderam aguentar, 
É só um palpite,
Mas sou um dos que foi mais longe ao amar.
Fui até onde deu "error", 
Como um capítulo intenso de "Black Mirror", 
Exigi muito de minha capacidade, 
Hoje em dia, 
Já venceu a validade,  
Uma realidade tardia.
Buscando um lugar de esperança, 
Um hábito para ter boas lembranças,   
Uma pessoa para equilibrar a balança,
Por tudo, busco boas rememoranças. 
Vejo o desencadear, 
Sem intervalo e sem esperar, 
Tudo vem sem avisar, 
Parece que tudo quer me usar. 
Meu estômago é uma dinamite, 
Já deixei de ser fit, 
Também já li Nietzsche, 
Fui ao limite. 

sábado, 6 de dezembro de 2025

Cardíaca extrema

Imaginações, 
Incrementam a atitude, 
Ações,
Provam o valor da virtude. 
Entre um abraço, 
E outro, 
No amor refaço, 
Um belo encontro.
Sumiu a razão de ser perfeito, 
Quase o mesmo, o esquerdo e o direito. 
Algumas frases ilustram meu caminho, 
Como diria Morpheu: 
"Neo você não está sozinho...", 
E tudo amanheceu. 
Na veia corre sangue indígena, 
Na cabeça o pensamento alienígena, 
Quase no espaço sideral,
Em busca da verdade como um guerreiro medieval.
Como espaços nos assentos do cinema, 
Uma bateção cardíaca extrema.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Por um minuto de festejo

Sextou, 
Apareceu, 
Acertou, 
Anoiteceu. 
Aquecimento, 
Do final de semana, 
Esquecimento, 
Dos problemas e das traquitanas. 
Tempo de festejar, 
Tempo de desejar, 
Curtir uma farra, 
Aproveitar a marra, 
Relaxar, 
Descansar, 
Viver a calmaria, 
De noite e de dia. 
Fazer um churrasco,
Por algum desejo, 
Levantar o corpo do caco,
Por um minuto de festejo.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

O retorno do ciclo reaparecido

Algo se foi, 
Antes de eu partir, 
Abandonado antes e depois, 
Por algo que me fazia sorrir. 
Sinal que não sou o único a perder, 
Outros sentirão minha ausência, 
E em muita saudade posso arder, 
E que de alguma forma pesa a consciência. 
Viver sabendo que posso cair, 
Viver sabendo que não adianta curtir, 
Em algum momento o fim mostra sua soberania, 
E que nem sempre são nobres amor e sabedoria.
A vida e seu ciclo, 
O final é inevitável,
Mas há uma volta, um círculo, 
É a renovação agradável. 
Ás vezes, 
Tudo parece ter acontecido, 
Nos últimos meses, 
O retorno do ciclo reaparecido.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Futuro esquecido

Noite de quarta-feira, 
Quase quinta-feira, 
O cheiro da escuridão, 
Uma estranha sensação,
A de que algo diferente vai acontecer, 
Algo incomum, 
Que altera o amanhecer,
Levando a um lugar incomum. 
Devo a vida a religião, 
Fazer uma oração,
Tomar uma decisão,   
Abrir-se pra imensidão.
Chocando com tudo que aconteceu até agora, 
Em muitos momentos perdi o controle, 
Ser obrigado a acreditar em algo que só piora, 
É a maior tática para o descontrole. 
Enganado pelo meu maior inimigo, 
Um futuro traçado mas, já perdido, 
Um plano antigo, 
Um futuro esquecido.

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Outro lar

Barulhos da cidade, 
Vontades da humanidade, 
Devaneios de uma sociedade, 
Uma variada e extensa identidade.
Do pequeno ao gigante, 
Trato igual,
A um tempo distante, 
Posso decodificar o sinal, 
Uma mensagem do desconhecido, 
Um novo pensamento amanhecido, 
Algo sobre estar próximo o contato, 
Um estelar contrato. 
Por um segundo, 
Visito outro mundo, 
Outro lugar, 
Onde posso adentrar. 
Além do sistema solar, 
Algo a decolar, 
Posso descolar, 
Que há outro lar.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Quase verão em mim

Esquisito apenas escrever, 
Mas já me acostumei, 
Costumo observar e ver, 
Faz parte do que sei. 
O relógio muda, 
A vida também, 
O coração só ajuda, 
Quando ama alguém.
Levei tempos para perceber,
Que para receber, 
É necessário doar, 
Aprendizados do mar. 
O vento poluído, 
Construções de grande idade, 
Um caldo diluído, 
A boa e velha cidade. 
Com barbas brancas enfim, 
Hora de renovação, jamais o fim, 
Pássaros sobre o jardim, 
Quase verão em mim.