domingo, 16 de novembro de 2025

Um amanhã, nicotina e um pouco de café

Um pouco de café,
Perto do final do ano, 
Um trago de fé, 
Com pensamento insano.
Amei demais, 
E continuo amando, 
Temente como jamais, 
Aos poucos o coração vai se calando. 
Minha consciência, 
Costumava falar mais, 
Mas houve o fim da paciência, 
E também dos princípios morais.
Cada traição, 
Cada ressentimento, 
Cada procrastinação, 
Prejudicou a percepção de relacionamento. 
A vida é, 
Como é, 
Nem tudo é como se quer,
Um amanhã, nicotina e um pouco de café.

sábado, 15 de novembro de 2025

A Lua Cinza e o Sol Amarelo

Acordei pela manhã, 
Arrumei-me e saí, 
A solidão é minha fã, 
Mas pôs-se a partir.
O calor do quase verão, 
Trouxe outra sensação, 
Uma verdade inegável: 
Só de uma maneira é inviável. 
Tudo muda, 
Eu mudo, 
Nunca iluda, 
Desiludo.
O que torna só, 
Também faz falta, 
Na garganta um grande nó, 
Tudo maltrata. 
Quem está dentro, quer sair, 
Quem está fora, quer entrar, 
Alguns querem fugir, 
Outros querem amar.
O que eu quero?
Unir a lua cinza e o sol amarelo.

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

A canção que permanece na cabeça

Cantando uma canção,
Em pensamento, 
Expressando uma sensação,
De contentamento.
Vejo com os olhos da alma, 
Vivo procurando a calma,
Em pessoas, hábitos e lugares, 
Muitas vezes distante, 
Outras vezes em pares, 
A jornada é constante, 
Eu nunca deixo de procurar, 
Uma fagulha de luz no luar.
Aquele canal de streaming, 
Deixei de assistir, 
Prefiro o real, o firme, 
O propósito de existir.
Posso ouvir os instrumentos, 
Vozes e lamentos, 
Esperando que a fé me convença,
A canção que permanece na cabeça.

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Hoje a lua grandona, mostra o que jamais aconteceu

Arrependido do passado, 
Pensativo, desconsolado, 
As flores da primavera suavizam a vista,
Minha percepção ameniza e despista, 
Tudo que desvia minha paz, 
Uma teoria me satisfaz,
Uma estabilidade torna-me capaz, 
Tardio e voraz. 
Amanheço,   
E envelheço, 
Toda velharia, 
Tem sua espiritualidade, 
Além da desvaria, 
Sempre há jovialidade, 
A alma senil, 
A autonomia servil.
O coração tinha dona, 
Mas você apareceu, 
Hoje a lua grandona,
Mostra o que jamais aconteceu.

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Milhares de segundas intenções por segundo

Lágrimas não choradas, 
Acumulam em meu peito, 
Rimas declamadas, 
São meus únicos direitos.
Vale cada segundo,
Ir ou permanecer, 
O maior erro do mundo, 
Esquecer do amanhecer. 
Memórias futurísticas, 
Lapsos que se somam,
Estranhas características,
Que corroboram. 
Pensamentos do amanhã, 
Virtudes de ontem, 
Hoje a mente está sã,
Ideias de anteontem.
Pareço de outro mundo, 
Desconfiado no sentido profundo, 
Ócio criativo e fecundo, 
Milhares de segundas intenções por segundo.

terça-feira, 11 de novembro de 2025

Som dos deuses

Ouvindo aquela cantiga, 
De uma época antiga, 
Uma bela canção,
Que toca o coração,
O ócio e os ouvidos, 
Belo som, 
Versos sabidos,
Sem perder o tom. 
Penso no passado, 
O quanto tenho amado, 
Vivido com outros iguais, 
Parece infinito, 
Sempre quero mais, 
Amar é bonito, 
Viver é legal, 
Tudo sensacional.
Ouço algo do espaço sideral, 
Há meses, 
Da galáxia mais sideral, 
Som dos deuses.

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

O amor se vai

Premiado com a vida,
A glória está servida, 
Posso ter qualquer dificuldade, 
Mas para abrandar, 
Sempre há a saudade, 
De algo para acalentar, 
Servir de consolo, 
Sentir-se menos tolo.
Busquei de tudo nesta caminhada, 
Mas sobretudo, como é longa a estrada, 
Caminhos tortuosos, 
Momentos amorosos, 
O mundo pede mais paz, 
A dádiva capaz, 
De unir, 
Prosseguir. 
Quem ama, 
Deixa ir,
Quando um poeta declama, 
A verdade vence e há de conseguir,  
A paixão distrai,  
Quando o amor se vai.