domingo, 9 de novembro de 2025

Lembrando dos poemas que nunca li

Textos ,
Contextos,
Letras ocultas,
Verdades absurdas,
Memórias de algo aleatório,
Teorias de escritório,
Livros na cabeça,
Uma ideia que convença,
E traga paz,
A esta prática incapaz,
Contos da mente,
Mistérios do inconsciente,
Estranhas realidades,
Da alma,
Longínquas saudades,
Da flora e da fauna,
Como escritor renasci,
Poeta de um estranho dejavu,
Tentando repartir,
Lembrando dos poemas que nunca li.

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Gamadinho

Você que está no busão, 
Olhei, gostei, amei, 
Deixei meu coração,
Uma atração que já não sei,
Apenas desejo, 
Mendigando um beijo, 
Atraído pelo gracejo, 
Não é sempre tal beleza que vejo. 
Você pelas calçadas, 
Esqueci todas as amadas, 
E grudei os olhos sem pensar, 
Grudei os olhos sem repensar,
Imaginando, 
Viajando, 
Nem quero dizer o que quero fazer, 
Está muito além do prazer. 
Você caminhando, 
Correndo, 
Exercitando, 
Ando reconhecendo, 
Estava em meus sonhos, 
Em longos campos risonhos, 
Apaixonadinho, 
Gamadinho.

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Tristonhas composições

Eu ainda penso nela, 
Oito anos depois, 
Uma falta daquela,
De nós dois. 
Sua prole cresceu, 
Sua noite amanheceu, 
Nunca te esqueci, 
Pra sempre anoiteci.
Cresço para frente, 
E para os lados, 
No meu inconsciente, 
Nossos corpos colados, 
Assistindo filme, 
Jogando no mesmo time, 
Hoje, no meu coração, um calo, 
Tudo foi pelo ralo.
Saiba que ainda toco seu corpo em meus sonhos, 
Em todas as posições,
Meus dias são estranhos, 
Tristonhas composições. 

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

A dor insiste em aprofundar


Em um dia,
Faz sol, chuva, tempestade e nublado,
Em busca de uma vida sadia,
Procurando uma solução estando calado.
Vejo notícias da televisão,
Todos reféns do medo,
O ódio se tornou uma refeição,
Algo que se aprende desde cedo.
O mundo precisa de mais amor,
O mundo precisa de exemplos de bem,
Se afastar do perímetro da dor,
Saber que existe alguém que se importa também.
Queria que o papai noel existisse,
Que a raiva para longe partisse,
Que o coelho da páscoa existisse,
Que esta desilusão para longe partisse.
Mas o mundo é desta forma,
Sem opção de mudar,
Nada sustenta ou conforma,
A dor insiste em aprofundar.

Contínua imensidão

A chuva se ajeita no chão, 
Assim como entender aguça a percepção, 
Assim como vontade causa motivação, 
Assim como há desígnios no coração.
A ventania vem do distante, 
A saudade é gritante, 
Eu lembro daquele amor, 
Que trazia ensinamento na dor. 
Onde a verdade, 
Transcendia o sofrer, 
Onde liberdade, 
Era ter insônia até o amanhecer.
Pequena sonolência,
Maior na adolescência, 
Nunca ignoro a inocência, 
Pois dela surge a consciência.
Penso na realidade, 
Consciente solidão, 
Perdido na paralelidade, 
Contínua imensidão.

domingo, 2 de novembro de 2025

Um dia em uma diferente versão

Hoje choveu muito, 
A cada minuto,
A inspiração se foi, 
Para um tempo depois, 
Em uma outra realidade, 
Pensei, 
Tive saudade, 
Viajei, 
Sem sair do lugar, 
Mudei o sentido da palavra "Amar".
Lutei contra mim, 
Fui até o fim, 
Pro espaço sideral, 
Para além do bem e do mal, 
Mas continuei respeitando os dois lados, 
Para o reflexo de um ser equilibrado,
Ambos são calados, 
O que sobra é meu coração quebrantado, 
E um pouco de solidão, 
Um dia em uma diferente versão.

sábado, 1 de novembro de 2025

Ser maior do que ser miserável

O ato criminoso, 
Seria praticar, 
Lutar contrarioso, 
Ou só criticar?
A vida em risco, 
O viver arisco,
Lutar por um lugar no pódio, 
Conviver praticando o ódio. 
Vejo uma luta sem fim, 
Para continuar subexistindo, 
Declarando enfim, 
Em não aceitar o fim, pra si mesmo mentindo. 
As coisas acontecem por uma razão, 
As coisas acontecem por uma motivação, 
E tudo gira em torno da falsa ilusão, 
De que nunca se quer abrir mão do tesão, 
Do cômodo estado da existência, 
Da mentira que há controle na consciência, 
De que nada é incontrolável, 
De que há meios da eternidade ser maior que ser miserável.