sexta-feira, 6 de junho de 2014

Preparando tudo para quando contigo me deparar

Tentando escrever algo interessante , 
Fugir do monótono e massante , 
Mas faz parte de mim , 
E devo aceitar , 
Comigo até o fim , 
Acho que devo até receitar , 
Muitas partes do eu , 
Já tem dona , 
Meu pensamento amanheceu :
" Vai , me telefona . . . " , 
Penso em ir atras e ir contra o destino , 
Talvez seguir um rumo seja meu predestino ,
Fujo a qualquer golpe ,
Mas o passado vem a galope ,
Tentando me derrubar ,
Vejo pessoas a beber no bar ,
Passo direto ,
Olhando reto ,
Sei de meu limite ,
E ela está perto ,
É o meu palpite ,
Acredito que estou certo ,
Vejo os fantasmas de meus escritos antigos me assombrar ,
Somente leves e sublimes canções para me libertar ,
A ação e reação vem me cobrar ,
O principio da dinâmica vem me encontrar ,
A inércia vem ao meu encontro ,
Vem me confrontar o meu interno monstro ,
Mas nada conseguirá nos separar ,
Preparando tudo para quando contigo me deparar . 

As aventuras dos escritos e o ritmista

Molhado o dia inteiro , 
Vontade do número um ao banheiro , 
Fumei moderado , 
Falei ponderado , 
Tento ajudar o próximo assim quando possível , 
Sou de palavra e nunca desço o nível , 
Vou seguindo meu caminho , 
Junto , unido ou sozinho , 
Faço o que posso para conquistar minha amada ,
Esta distância torna minha dúvida insanada ,
Á beira da loucura , 
A saudade me tortura , 
Vejo o tempo passar e outros rostos também , 
Melhor esperar pelo certo e correto alguém , 
Prefiro mais qualidade do que quantidade ,
E no meu peito a verdadeira identidade , 
Em meu cardio a original entidade , 
No coração a voz de uma solitária humanidade , 
Escrevo por saber , 
Sou poeta por me caber , 
E vivo por merecer , 
Amo por assim parecer , 
Me emociono por te querer , 
Te conquisto por um dia te perder , 
E hoje sou completo , 
O resto fútil eu deleto , 
Venha comigo nesta conquista , 
As aventuras dos escritos e o ritmista . 

Saborear de um beijo na boca leve


O vento e o tempo nublado ,
A fumaça de minhas mãos sai em alado ,
A umidade vem banhar meu par de pé ,
No fundo em meu íntimo ainda tenho fé ,
Nunca me defendo ou reajo ,  
Deixo tudo acontecer naturalmente ,
Roupas simples eu trajo ,
E sou de modo educadamente ,
Só falta meu amor ,
Sinto do peito o clamor ,  
E no fundo sei que está perto , 
O mundo não é tão grande assim , 
Tento agir de modo certo , 
Do começo ao fim ,
Vejo fotos suas , 
E seu nome em cartazes , 
Minhas verdades nuas , 
Desejos vorazes ,
Neste frio e vazio o que quero é te encontrar ,
E na realidade poder chegar , conseguir e penetrar , 
Vi o sol noturno aparecer ,
Mais um dia esperando o amanhecer ,
Faço o correto por merecer ,
E estou um lado novo meu a conhecer ,
Seu cheiro permeia meu faro ,
E se estou em dúvida reflito e paro ,
Mas a indecisão se instala ,
E a sabedoria fala ,
E logo vem a calma ,
Que toca na alma ,
E tudo volta ao normal ,
De jeito informal ,  
Desejo me deparar contigo em breve , 
E saborear de um beijo na boca leve . 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Cartas perdidas de seu mais que amigo

O céu e sua neblina laranja , 
Na sombra o cacheado e a franja , 
Nós dois juntos por algum motivo , 
Procurando encontrar um qualquer cativo ,
Nossa distância não podia prever , 
Agora o que me resta é apenas escrever , 
Vi o destino mudar tudo , 
Se for o contrário me iludo , 
Os carros tiram minha concentração , 
Nesta noite em que dança o coração , 
Lembrei de você todo o verão , outono e agora inverno , 
Em saudades e falta neste frio e vazio eu hiberno ,
O brilhos da noturna e seu som estridente , 
Meu ser apenas contigo estaria contente , 
Tentando resolver este assunto pendente , 
Seguindo do bem da verdadeira corrente , 
Com o emblema da resistência ao peito , 
Em longos passos verdejantes eu me deito , 
Sabendo do futuro e de seu proceder , 
Descanso e me ponho um cigarro a acender ,
Rápido o vento vem me avisar , 
E tento tudo pesar e revisar , 
Mas sei que ainda posso contigo , 
Cartas perdidas de seu mais que amigo . 

Sensações e sentimentos que ainda guardo


 
Lembrei de você o dia inteiro , 
Um recordar e um lembrar maneiro ,
A noite me ensina a esperar ,
O dia me ensina a cooperar ,
Mas escrever me ensina a ver além ,
E querer mais a pessoa amada também ,
Vejo que passou muitos dias , anos e quase décadas ,
Te esperando em diferentes épocas ,
Mas sei que agora tudo mudou ,
E meu coração o tempo remendou ,
Vi barulhos e sons dentro de mim ,
Confesso que permanecerei com meu monstro até fim , 
Os anjos estão em seu estopim , 
E pro que for divino eu digo sim , 
Meus momentos são de calma , 
Quando te aceito no fundo da alma , 
A cada dia , cada hora e cada segundo , 
Te procurando no beco ou vão mais imundo , 
Solto te buscando neste estranho mundo , 
No pensar mais confuso , diferente e profundo , 
Sei que a vespertina chegou , 
A fumaça de minha mão o dia inteiro voou , 
Palavras do passado que meu ser engasgou , 
E os sinos em meu coração ressoou , 
Vi o dia passar e nada de você aparecer , 
E o que eu queria pouco foi acontecer , 
Mas daqui á pouco tem outro amanhecer , 
E os céus sabem que estou a me merecer , 
Ainda tomando remédio controlado , 
Um ser insano por um alguém apaixonado , 
tentando conviver com doenças e temores , 
Em meu peito permeia as dores , 
Tento não desistir ,
E em você persistir ,
Te amo no fundo do espirito ,
E na noturna me perco em fazer rito , 
Versos e rimas de um ser á seu aguardo , 
Sensações e sentimentos que ainda guardo . 

Cigarros e cerejas ao hálito

Os brilhos da cidade vem me distrair ,
E o peito a todo momento está a contrair ,
Lembro dos beijos e abraços ,
Como é forte nossos laços ,
Em dias de frio tocar seu lábio , 
Junto ao meu ,
Em dias sozinho ler qualquer alfarrábio ,
Meu cardio é todo teu ,
No meu interior um rascunho , 
O cheiro do cigarro no punho , 
Fazendo a fumaça de meus sinais subir até deus , 
Vindo relembranças de amigos que já disseram adeus , 
Figuras surgem de nosso passado remoto , 
Acredite uma hora eu volto , 
Mas por enquanto permaneço a lhe dizer estas sentimentalidades , 
Sabendo que no fundo há várias realidades , 
Mas sei também de nossa realidade , 
De carinho , caricia e amabilidade , 
Faço o possível para estar perto , 
Da verdade nem tão certo , 
Mas de nós juntos a certeza , 
Um beijo com gosto de cereja , 
Um cigarro com gosto de avareza , 
Meu ser em sonhos te beija ,
Um tom amaro e outro pálido ,
Cigarros e cerejas ao hálito  .  

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Instantes de profundidade na imensidão de um sentir informal

Acordei com o frio cortando o corpo , 
Lembranças como fábulas de esopo , 
Vejo o dia passar como água a torneira , 
E a saudade tomar forma nítida e inteira , 
A vespertina chega junto com a falta , 
O vento e as recordações me maltrata , 
Relembro algo do passado , 
Tempos que andava sendo caçado , 
Até te encontrar , 
E tudo mudar , 
Queria demonstrar , 
O quanto que está a me ajudar , 
Mas por enquanto permaneço afastado , 
Com o esperar sendo testado , 
Meu ser de vontade de te ver está enfestado , 
Perdendo pro monstro atestado , 
Tento negar outros amores , 
Fingindo não sentir dores , 
Mas no fundo sei  que voltará , 
E meu inverno acabará :

" Até o fim , 
Você e a mim , 
Em noites unidos , 
Desinibidos , 
Amantes expostos , 
Sentimentos compostos , 
Um meio de ficar ao lado , 
O fumo sobe alado , 
O coração continua calado , 
Um luto sem falado , 
Espere mais um tempo , tudo voltará ao normal , 
Instantes de profundidade na imensidão de um sentir informal " .