domingo, 3 de outubro de 2010

Como você dizia : " Eu te amo . "

Ouvindo a orquestra triste da chuva ,
Lembrando de teus lábios de uva ,
Saudade das madrugadas em um corpo só ,
Que agora este passado reduzido a pó ,
Me faz lembrar de você ,
O primeiro amor , quem sou eu pra esquecer ?
Ainda amo você ,
Sinto muita dor , quem sou eu pra sofrer ?

Garota sinto tudo o que não quero ,
Ao maximo pra não me anular pondero ,
Vou além para buscar um tesouro ,
E não volto , esquecendo do eterno duradouro ,
duradouro que era nossa relação em geral ,
Como será que contigo está minha moral ?

Perguntas que não me levam a lugar nenhum ,
E você ganhou de dez a um ,
pensei que dando um tempo iria ser certo ,
E hoje mesmo queria você por perto ,
Estou ficando louco e insano ,
Como você dizia : " eu te amo . "

Tentar , Tentar e Tentar . . .

A chuva cai no toldo aqui fora ,
Já me perdi aonde minha saudade mora ,
E pensei muito no que fiz pouco agora ,
Aquilo tudo que penso de desistir i ir embora ,
Sair e tentar viver e vencer mundo á fora .

Mas o que é mais real ,
Do que de alguém o aval ,
Depender de aluém de corpo e alma ,
Colocar na vida de outro a paciência e a calma ,
Tentar ser honesto e controlar o próprio destino ,
Pensando , refletindo e proseando a té o matutino .

Fugindo de me indagar ,
Pareço querer acabar ,
O laço com a vida desatar ,
Um novo laço reatar ,
Uma nova vida montar ,
Tentar , tentar e tentar . . .

Lugar dos perdedores .

Estando a fugir da garoa ,
Estando a fazer tempestade á toa ,
Eu sempre fui assim ,
Tentando mudar a mim ,
Fazendo o maximo para não afetar os outros ,
tentando evitar vingança , erros ou trocos .

Mas parece que quando encontrei você ,
Veio uma vontade de fazer acontecer ,
E me perdi em ilusão e desejo ,
Uma vontade louca de almejo ,
Esbanjando todo meu intelecto ,
Sendo um perdedor esqueletico ,

Eu me transfomei ,
Eu me fantasiei ,
Só pra te agradar ,
Só para me doar ,
Mas agora o que sobrou foi as dores ,
Mas sei e bem sei o lugar dos perdedores .

Um pouco de mim .

A felicidade parece por um instante ,
E se eu ficar triste bastante ,
Parece que vou sentir menos o sofrimento ,
Mas na verdade isto é falta ,
De praticar um pouco de contentamento ,
E colocar meus valores e conceitos em pauta .

Eu tenho habilidades ,
E também responsabilidades ,
E isto é o que eu sei ,
Sobre o que experimentei ,
E também do que já tentei ,
Dos maus hábitos que cortei .

Mas em sumo estou no padrão ,
Servindo o de lá de cima patrão ,
Que cuida de mim com honestidade ,
Que recebo por generosidade ,
Estou equilibrado entre ser e estar ,
Tentando me auto - agradar .

Digo que sou simples assim ,
Falando um pouco de mim .

Procurando um alguém .

Tentando escrever algo de conteúdo ,
Que me acrescente algo de graúdo ,
Me fazendo sentir bem e que ajude alguém ,
Sendo um honesto agente do bem .

Mas a realidade pouco ajuda ,
Esperando que algum deus me acuda ,
Fazendo prece á noite antes dormir ,
Já esperando que para outra lugar irei partir ,
Que não irei acordar mais ,
Que esta vida já foi demais ,
E que tento ser aum alguém que pratica o bem ,
Mesmo sozinho procurando um alguém .

Abraçar a queda .

Sinto saudade de quando era mais inocente ,
Me tornei um buscador da verdade pertinente ,
Pronto pra conseguir tudo que quer ,
Pronto pro que der e vier ,
Mas não contava que teria de me confrontar ,
Com amor , carinho , emoção e bem - estar ,
E agora sentindo na pele o que é crescer ,
Não consigo me reconhecer .

Tenho varios tipos de idear ,
Tentando um pouco de mim doar ,
Colocando o que me acontece no cotidiano ,
Acho que todos se identificam um pouco ,
Com este garoto perdido , estranho e insano ,
Que na verdade é apénas meio louco ,
Mas que sabe o quanto dói uma perda ,
Quanto é estranho essa leve brisa seda ,
Que este buraco triste veda ,
Que me impede de abraçar a queda .

E parar de perder . . .

Quando em uma discussão ,
Ou desentendimento de relacionamento ,
O mal faz a sucessão ,
Do que antes era uma relação de acarinhamento ,
Assim foi e será até quando você for autoritaria ,
Mas sei que no fundo visto uma vidraça indumentaria ,
Pronta pra estourar a qualquer batida ,
Fazendo uma choração acumilada e contida .

Penso no por que de eu ser tão subordinado ,
Talvez fui educado á ser subliminado ,
Mas na realidade sinto falta de alguém igual ,
Que seja também um erro do destino banal ,
E que me faça o bem ,
O meu tipo de bem ,
E que me faça pelo menos dar um sorriso ,
O que eu não faço á dias ,
Tendo mesmo no bom humor um pouco de siso .

Estou tentando ,
Mas nada adianta ,
Tudo automatico andando ,
E o coração canta :
" Sinto a falta de você . . .
Sinto a falta de te ter . . .
Quero o carinho de novo conhecer . . .
E parar de perder . . . "