A tempestade de setembro ,
Desaba sob meu teto ,
Faz esquecer o que não lembro ,
Apaga boas lembranças que estão por perto .
Cada pedaço de mim ,
Espalhado sob o chão ,
Desisto e espero o fim ,
Enquanto bate o coração .
As visões realçam meu sofrimento ,
E mesmo com tanto sentimento ,
Sofro do mesmo jeito ,
Tudo é questão de perspectiva e conceito .
O frio percorre meu sistema nervoso ,
Com tanto ódio e dor ,
Como posso ser amoroso?
Esperando cura pelo amor .
O vento vem prosear ,
Dizer , expressar , conversar .
Entreter este pobre rimador ,
Em busca de afeto e calor .
Até o fim da vida ,
Desbravarei a imensidão ,
Um mar des'água sem saída ,
A rua encharcada de solidão .
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