sábado, 2 de setembro de 2023

A rua encharcada de solidão

A tempestade de setembro , 
Desaba sob meu teto , 
Faz esquecer o que não lembro , 
Apaga boas lembranças que estão por perto . 
Cada pedaço de mim , 
Espalhado sob o chão , 
Desisto e espero o fim , 
Enquanto bate o coração . 
As visões realçam meu sofrimento , 
E mesmo com tanto sentimento , 
Sofro do mesmo jeito , 
Tudo é questão de perspectiva e conceito . 
O frio percorre meu sistema nervoso , 
Com tanto ódio e dor , 
Como posso ser amoroso?
Esperando cura pelo amor . 
O vento vem prosear , 
Dizer , expressar , conversar . 
Entreter este pobre rimador , 
Em busca de afeto e calor . 
Até o fim da vida , 
Desbravarei a imensidão , 
Um mar des'água sem saída , 
A rua encharcada de solidão .  

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