Penso nela ,
Penso em mim ,
Noite bela ,
Até o fim .
O relógio me engole ,
Imagino o que os outros pensam de mim ,
O corpo se rende , fica mole ,
Tudo se contraria no fim .
Jamais há meio de conhecer todo mundo ,
E é tentador não conhecer ninguém ,
Mas amigos são relíquias , no sentido profundo ,
Todo mundo conhece alguém .
Minhas pequenas divergências ,
Há mais problemas imaginários do que reais ,
Há mais consciências ,
Do que dias e horários , demais .
Só usamos um por cento da massa cerebral ,
Com tão pouco , nunca se é tão mal .
Sabia que um dia a maturidade viria ,
E por fim veio ,
Um pouco xarope , um pouco sabedoria ,
A bordo do planeta devaneio .
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