A garoa despeja sob a superfície da rua ,
Imagino qualquer imagem estimulante e nua ,
As vezes o vento parece conversar comigo ,
Talvez ele seja , meu único e verdadeiro amigo .
Na veste molhada deste temporal de agosto ,
Ela é a única lembrança , e o único rosto ,
Na esperança de conseguir algo melhor ,
E no desejo sequioso e latente que tudo melhore ,
Vejo a brisa envolver e cuidar ao redor ,
Tudo parece complicado , até que eu decore .
No cinza da floresta , a selva de concreto ,
Estou apaixonado , confuso e incompleto ,
A espera do amor real , palpável e verdadeiro ,
Parece que já a amava , o tempo inteiro ,
Sem a nunca ter visto ,
O tempo , engano e despisto .
O coração bate rápido e ligeiro ,
A cidade , afoga-se no nevoeiro ,
O barulho da água sobre o chão ,
Ás lágrimas que não chorei ,
Nas paredes a pichação ,
Lembram-me do quanto errei .
Vou continuar escrevendo ,
Peguei gosto ,
Razão descontecendo ,
No vento de agosto ,
Sigo o rumo ambíguo e siamês ,
Nevoeiros engolidores do desgostoso mês .
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