Enquanto acesso ,
Neste leve processo ,
Vejo a cidade adormecer comigo ,
Pensamento novo , tempo antigo .
Luzes , apenas artificiais ,
O céu vem enegrecer ,
Fim do dia , querer mais ,
O próximo amanhecer .
A escuridão domina ,
A noite ensina ,
O vento balbucia em meus ouvidos ,
Algumas palavras , alguns sentidos .
O frio multiplica ,
Paz , não se aplica ,
Mas sim lembranças ,
De amores e esperanças .
O barulho ensurdecedor ,
Das vias e estradas ,
Pensava ser conhecedor ,
Mas só colecionei amadas .
Vejo na brisa uma voz ,
Intensa e veloz ,
Querendo dizer algo ,
Um caminho , um afago .
A voz é minha consciência ,
Palavras vagando no universo afora ,
Tempos de delinquência ,
Momentos de agora .
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