Sob a plataforma do céu , as nuvens dançam sua valsa viciante , em meio ao frio e o vazio , vaga minha sombra perdida no ar , imaginando estar em qualquer outro lugar , menos onde está .
Barulhos , animais da noite urbana : carros , bares , casas , e todo os acordes de uma noite reflexiva de agosto . Penso em como continuar , sem ferir ninguém , talvez pensamentos inevitáveis possam ser suprimidos , e levados para outros campos de pensamento .
Viajo sob o sopro do vento e sua brisa dançante , neste baile dos elementos , eu não entro , há de ter muito mais que só amar .
Tudo parece estar em sintonia , e eu querendo algo como estar junto e no mesmo ritmo , mas a noite me engole , e sou levado a campos que não domino . No vale do esquecimento , palavras e tempo são minoria , onde tudo que seja contrário a lembrar é válido , já não há lugares para poetas e amantes da noite .
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