Tantos anos distante ,
Ainda guardo aquelas cantadas ,
Uma falta constante ,
Como sem legendas as estradas .
Perfura o organismo ,
Toda aquela saudade ,
Com o tempo sismo ,
Já não tenho mais vaidade .
O relógio se move lentamente ,
É confusa e confundida a mente ,
Os mesmos céus todos os instantes ,
Faltas e abstinências gritantes .
A noite é fria , e tem o seu nome ,
Uma fraqueza que me consome .
O vento parece querer dizer algo ,
Em busca de carinho ,
No encalço de um afago ,
O calendário se move sozinho .
Até me interessei por outras ,
Tentei mudar , procurar ideias contras ,
Mas algo lá em cima gosta de mim ,
E vejo que isso não é o fim .
Por você perco , passo fome ,
O sopro do vento tem o seu nome .
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