A noite e sua brisa ,
Derrapa e desliza ,
Em direção ao fim ,
Digo não ,
Quando queria dizer sim ,
Sobre a mão ,
Que desejo enfim ,
Por atenção ,
Junto a mim ,
Pelo coração .
A lágrima escorreu ,
Foi inevitável ,
O sensível anoiteceu ,
O exagero em ser amável .
Vejo nas entrelinhas ,
Das linhas do destino ,
As estrelas sozinhas ,
A prosear com um menino .
O vento se chama solidão ,
A verdade se chama força bruta ,
Perdido na imensidão ,
Da falta absoluta .
Começar e terminar ,
Simplesmente cansa ,
Eliminar ,
O que nunca se alcança .
Queria me convencer ,
Entender e reconhecer ,
Que há um meio de vencer ,
Junto a flor do anoitecer .
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