segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Vivendo a base de calmantes

Um computador ,
Ameniza a dor ,
Refresca do calor ,
Exalta o valor .

Os medicamentos ,
Enganam os sentimentos ,
Anestesiam o ego ,
Tornam luxo ser quase cego .

Chá , de qualquer planta ,
Suprimi e encanta ,
Torna a pior data em santa ,
Cobre do frio , como uma manta .

Poesias e poemas ,
Fazem esquecer ,
Os problemas ,
Ao anoitecer .

Um fumo , um trago , um cigarro ,
É uma afirmação de vida ,
Uma premissa para rezar ao santo de barro ,
Uma boa desculpa para a saída .

Nesses tempos degradantes ,
Sem possibilidades agradantes .
Os erros e falhas são gritantes ,
Para fugir em alma a imaginários horizontes ,
Devo exagerar em utopias aos montes ,
Vivendo a base de calmantes . 

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