sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Natural do amor

O vento de uma garoa fina ,
Despacha sobre a cidade .
A timidez instrui e ensina ,
A esquecer o exagero da vaidade .
Há um preço ,
Em romper a timidez ,
Preservar o apreço ,
E prevenir toda vez .
Mesmo sendo um adulto ,
Percebo que distingo ,
Melhor qualquer erro ou indulto ,
Quando há sentido ambíguo .
Observo mais ,
Aprendo mais ,
E saboreio da educação ,
Em busca de uma melhor solução ,
Através de uma silenciosa oração , 
Para assuntos do coração :

Secando no varal de uma sexta - feira ,
O vento sopra pela área inteira ,
O cheiro do amaciante em meu sistema nervoso ,
Impede que eu seja de sentido nobre e amoroso .
As árvores dançam , com a brisa e a garoa de verão ,
Antes houve , ainda há e sempre haverão ,
Pessoas e vida em algum lugar ,
Alguém a sobrevivência há de promulgar .
A pequenez das gotas ,
O sorriso das garotas ,
A tempestade dentro de mim ,
Só me faz lembrar do fim .
Pego ideia aqui , ideia lá ,
Não quero que o logos se vá ,
Apenas quero ter tempo pra sentir e perceber ,
E alguma eternidade conservar e receber .
Uma inspiração por favor ,
Para afastar este pavor ,
E esta insistente dor ,
Rogo ao redentor ,
Que atenda meu clamor ,
Pois sou : Natural do amor . 

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