Viva , ame , sorria , contemple , sinta , observe , encante , emocione , acaricie , seja , haja , atue , presencie , participe , esteja , insista , documente .
segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
Sobre pessoas e seres
Enquanto não as conhecia ,
De vez em quando , e ás a toas ,
A vontade florescia ,
As achava criaturas belas ,
Até conhecer elas :
Seres humanos ,
Normais e insanos ,
Espertos e tímidos ,
Secos e úmidos ,
Pensantes e emotivos ,
Em constantes motivos .
Levei tempo para aceitar ,
Que mesmo querendo permanecer ,
As coisas não hão de sempre estar ,
Como do primeiro instante ao conhecer ,
E que não posso as controlar ,
A insegurança e a relatividade a assolar .
Tudo tem um tempo útil ,
Pode-se transformar o fútil ,
E fazer das coisas , algo usual ,
Levando em conta o politicamente correto ,
Provocando processo causal ,
E agindo nos protocolos , em intuito certo .
Sou retrato ,
Do que convivi ,
Fechei contrato ,
Quando as vi ,
Pessoas de todo tipo ,
Tenho observado ,
Personalidade e arquétipo ,
Tenho considerado .
Tudo vai ser ,
Como os céus quiser ,
Como renascer ,
Do modo que fizer .
Talvez eu tenha de mudar ,
Ser meu melhor amigo ,
Ajudar e cuidar ,
Do novo ao antigo ,
Fazer prevalecer ,
O novo alvorecer ,
De benéficos prazeres ,
Sobre pessoas e seres .
domingo, 28 de janeiro de 2018
Crush
Relacionamento fantasiado .
Condicionado a um vicio ,
Em outro ser humano .
É o inicio ,
De a querer em meu cotidiano .
Ficar horas olhando sua imagem ,
Virtualmente ,
Imaginando cenas , como uma miragem ,
Consequentemente .
Inventar apelido ,
Estar consumido ,
Por algo que está no ar ,
Transportado pelo vento ,
É como amar ,
Além do sentido e do sentimento .
Perceber o espaço ,
Como sentimental ,
Esperar um abraço ,
Como energia vital .
Desejar ,
Com o olhar ,
Beijar ,
Uma ilusão no ar .
Ver - se em outro ,
Convidar a um encontro ,
Ser notado por ele , ou , ela ,
Ver - se junto , em uma situação bela .
Excesso de romance ,
Como a hora do rush ,
É como uma chance ,
De adquirir uma Crush .
sábado, 27 de janeiro de 2018
Romances de fim de semana
Fumei uma vela ,
Senti o cheiro de noite nova ,
Percebi o novo tempo ,
Que aos poucos se renova ,
Resolvendo contratempo .
Repito as rimas ,
Assim como repito em pensar em você ,
Umedecem as retinas ,
Já não há livro que me acalme , penso se me lê . . .
Um dia desses vi garotas , com seu estilo ,
E viajei em nós dois novamente ,
O coração viciado em romance em quilo ,
Domina e se rende a mente .
Apaixonado , admito ,
Mas não minto ,
No que tenho escrito ,
Sobre o que sinto .
Amores finos ,
Sobre uma base plana ,
Meninas e meninos ,
Em romances de fim de semana .
Porta de saída
A dúvida de como dormir ,
Não há regras mais ,
O bem pode sucumbir .
Inversão de valores ,
Dores maiores que amores ,
Verdades sampleadas ,
Ideias destroçadas .
O politicamente correto ,
Se tornou duvidoso e incerto ,
O bem é apenas uma utopia ,
Nesta fraca dinastia .
Tentando fazer a bondade ,
É agir com insanidade ,
Querer o bem ,
Quebrar o tédio ,
É exagerar ao desejo a alguém ,
É praticar obsessividade e assédio .
Um salvador morreu ,
Pela redenção geral ,
Mas o exemplo se excedeu ,
E o importante é um valioso mineral ,
Onde pela salvação , se vende o couro ,
Além da fé , é o ouro .
Enfim , acreditei em muitas histórias ,
Durante toda a minha vida ,
Agradeço á caridade das boas memórias ,
Mas neste teatro , alguém me diz onde é a porta de saída .
A lua e seu anoitecer manso
Invade a rua ,
Iluminação que esbanja ,
Onde a mente flutua .
Luz artificial ,
É a única solução ,
Pra escuridão parcial ,
Em toda função .
O vento é mais frio ,
Um sono misturado ao vazio ,
Onde a carcaça corporal ,
Em uma ligação funcional ,
Conversa mais que o normal ,
Provocando sonolência ,
De modo indireto e funcional ,
O corpo e sua inteligência .
Os animais noturnos aparecem ,
Todas as visões escurecem ,
A pálpebra amolece ,
A necessidade de descanso ,
Surge e aparece ,
A lua e seu anoitecer manso .
sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
A reflexão do sentimento incerto
Nesta garoa de molhar ,
O vento acorda meus ouvidos ,
Desperta meus sentidos ,
Para uma sensibilidade intuitiva ,
Uma sensação que me impulsiona e motiva ,
A acreditar na união de dois corpos ,
Onde aceitam e desarmam os anticorpos ,
E formam um laço de relapso ,
O duplo amor , em colapso .
Vejo que me apaixono ,
Com facilidade ,
O sonho de um sono ,
Na realidade .
Me sintonizei ,
Em sua radiofrequência ,
E captei ,
A sua intenção e essência .
De pouco em pouco ,
Me rendo a ser louco ,
Louco de tanto palpite ,
Um amor sem limite :
Você foi ,
Sem tchau ,
Sem oi ,
Estou mau .
Nem viu ,
O assobio ,
Serviu ,
Ao vazio .
Olhei ,
Sumiu ,
Sei ,
Que partiu .
O Peitoril ,
Febril ,
Viciado ,
Indiciado ,
A adicção ,
Do coração ,
Viciante ,
É ,
Pensante ,
Sem fé .
Queria apenas estar por perto ,
A reflexão do sentimento incerto .
Natural do amor
Despacha sobre a cidade .
A timidez instrui e ensina ,
A esquecer o exagero da vaidade .
Há um preço ,
Em romper a timidez ,
Preservar o apreço ,
E prevenir toda vez .
Mesmo sendo um adulto ,
Percebo que distingo ,
Melhor qualquer erro ou indulto ,
Quando há sentido ambíguo .
Observo mais ,
Aprendo mais ,
E saboreio da educação ,
Em busca de uma melhor solução ,
Através de uma silenciosa oração ,
Para assuntos do coração :
Secando no varal de uma sexta - feira ,
O vento sopra pela área inteira ,
O cheiro do amaciante em meu sistema nervoso ,
Impede que eu seja de sentido nobre e amoroso .
As árvores dançam , com a brisa e a garoa de verão ,
Antes houve , ainda há e sempre haverão ,
Pessoas e vida em algum lugar ,
Alguém a sobrevivência há de promulgar .
A pequenez das gotas ,
O sorriso das garotas ,
A tempestade dentro de mim ,
Só me faz lembrar do fim .
Pego ideia aqui , ideia lá ,
Não quero que o logos se vá ,
Apenas quero ter tempo pra sentir e perceber ,
E alguma eternidade conservar e receber .
Uma inspiração por favor ,
Para afastar este pavor ,
E esta insistente dor ,
Rogo ao redentor ,
Que atenda meu clamor ,
Pois sou : Natural do amor .
quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
Enquanto a chuva cai lá fora
Uma distância encurta o tempo de vida ,
Aqui dentro , no aqui e agora ,
Tudo consome sem qualquer forma de saída .
Penso em tudo que aconteceu ,
Desde quando meu ser nasceu ,
E entendo que fui parcialmente culpado ,
Por ter aceitado e compactuado .
Enquanto a chuva cai lá fora ,
Uma lembrança me namora ,
Uma das quais namorei ,
Como fui tolo , como errei ,
O preço da timidez ,
Ganhar beijos , talvez ?
Mas tudo que é pra ficar , volta ,
E resta apenas rebeldia e revolta .
Enquanto a chuva cai lá fora ,
Esta saudade não quer ir embora ,
Uma vez insano ,
Insano eterno ,
Abertura pro profano ,
Um conflito interno ,
Uma vontade de sumir ,
Para longe , rumar e ir .
O clima , pouco colabora ,
O céu cinza , descolora ,
O tempo , ás vezes só piora ,
Enquanto a chuva cai lá fora .
A garota de franja sabida
Me olhou de lado ,
Na visão estreita ,
Parece ter me amado .
Vi que és pura ,
De nobre candura ,
Talvez nunca saiba o que sinto ,
Nem o quanto a amo ,
Meu anoitecer de vinho tinto ,
O estranho jeito como a chamo .
Talvez falar ,
Não ajude muito ,
Melhor calar ,
E aproveitar o minuto .
Seu olhar refletia ,
Tudo que tocava e via ,
Pensei nunca te encontrar ,
Mas o difícil é demonstrar .
Não quero que vá ,
Fique onde está ,
Talvez haja esperança ,
Como quando criança ,
Brincar era o código secreto ,
Um sorriso , e o relacionamento estava aberto ,
Sei que suponho demais ,
E penso muito e á mais .
O dia valeu a pena ,
E mesmo que esta vida me condena ,
Lembro que vi o brilho mais intenso de minha vida ,
A garota de franja sabida .
quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
Animal de hábito noturno
Animais da noite , fogem da desidratação ,
Preferem o escuro turno ,
Para preservarem a hidratação .
Assim sou eu ,
Escondido de dia ,
Esperando o momento meu ,
Para sair a hora sadia .
Observar o sexo oposto ,
Buscar alimento ,
Analisar no composto ,
Todo o momento .
Escrever mais poemas ,
Resolver os problemas ,
Escrever mais poesia ,
Aos anjos uma cortesia .
Beijar o vento ,
E sentir a brisa ,
Alimentar o sentimento ,
Sob a lua que desliza ,
Sob o tapete estrelado ,
Com centenas de luzes ,
lados a lado ,
Aos astros de reluzes .
O firmamento ,
Como um escuro corturno ,
Evoca o momento ,
De um animal de hábito noturno .
O céu azul de janeiro
Afasta a casca depressiva ,
De uma carga de sentimento embolorado ,
Derruba a visão massiva ,
Há lugar para os excluídos ,
Separados , exilados e diminuídos .
A verdade liberta ,
A atenção está aberta ,
Basta um levantar de braços ,
Para fazer sentido ,
Vários e desmedidos abraços ,
Ao ser mais separado e contido :
O sopro dos novos tempos ,
Resolve e dissolve contratempos ,
Eleva a alma ,
Transfere calma ,
Ensina a continuar ,
A sonhar e voar ,
Perceber-se no mundo ,
Navegar no mar profundo ,
Aprender sobre o solo fecundo ,
De fogo se é inundo ,
O ar que vem de outros lugares ,
Outras terras e mares ,
Nos acorda para uma nova era ,
Em que o lado bom se considera ,
Onde posso seguir por inteiro ,
O céu azul de janeiro .
Enquanto escravizado
Para a realidade ,
Em pensamentos abordei ,
E concluí que não tenho realidade .
Vivo suprido por ilusões ,
Aprendendo a viver ,
Com dores , erros e contusões ,
Aprendendo a sobreviver .
O céu iluminou o caminho ,
As lembranças me manteram concentrado ,
E mesmo no delírio sozinho ,
Percebi o quanto estou errado .
Minha mente ,
Parece estar em um plano astral ,
Consequentemente ,
Aberto e condicionado ao estado imoral .
Vejo que tive muitos prazeres ,
Aprendizados e deveres .
Reparei que só funciono ,
Até quando estou bem ,
Fora disso , parece um solitário-mono ,
Procurando ajuda de alguém .
Tenho fé no futuro ,
Vivo em apuro ,
E em problemas da alma ,
Um estado interior ,
Com marcas na palma ,
Condicionado a um superior ,
Retratos do passado ,
Enquanto escravizado .
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
Amor escolar
Como todos os dias , ela pegava o ônibus da escola . Se sentia só .
Tinha pensamentos do tipo : " Só eu não tenho namorado " ,
" Quero viver em paz " , " Por que comer mais ervilha ,
do que sorvete ? " . Em um sem fim de pensamentos e reflexões .
Seu nome é Amélia . Amada por poucos , odiada por muitos ,
percebida por quase ninguém . Hoje parece um dia como todos ,
mas algo a espera , uma surpresa inigualável .
Amélia é a primeira a chegar no núcleo escolar ,seguida de seus amigos ,
todos se cumprimentam , e junto , a professora Élida , entra uma figura
em que em coro , todas as meninas sussurram , ele é o novo garoto da sala .
- Digam oi ao Antony crianças - diz a professora .
- Olá Antony - a sala em coro . As garotas sussurram , os garotos riem , e amélia ?
Bem , Amélia se apaixona , mas logo percebe que a fila de espera é enorme , e suas
chances mínimas .
Amélia olha para Antony , mas nada . Amélia sinaliza para Antony , mas nada .
Amélia arruma o cabelo , passa batom , deixa cair o lápis , mas Antony , nada .
Chega o fim da aula , todos exaustos . Amélia quer se declarar , mas é impossível .
Então , ela escreve um blhete e discretamente deixa no meio do caderno do Antony ,
todos se despedem , o sinal toca , fim da aula .
Apaixonada , Amélia sofre , segue até o ônibus e esquece de tudo .
Em um eterno turbilhão de sentimentos , ela só consegue imaginar ele
e ela juntos , em todos lugares possíveis , em todas as
situações românticas inimagináveis , em amores de todos os idiomas , línguas e dialetos .
Enfim o ônibus , chega em sua casa , despede-se dos amigos
e segue para sua casa . Quer desabafar , retirar o espinho em seu coração ,
imagina sua mãe , pensa em pedir para que ela a mude de escola , não quer sofrer ,
por um amor não correspondido , enfim , mil e uma desculpas .
Pega a chave de casa na bolsa , abre a porta , mas sua mãe já a espera na frente da porta .
- Mãe , preciso te dizer uma coisa . . .
- Antes filha , você tem visita na sala , depois conversamos tá .
Amélia desolada e acabada por este amor degradante , pelo até então descaso ,
segue para a sala . Mas quando chega , uma surpresa , é o Antony , com um cartaz
dizendo : " Eu também , te amo " . E ele diz :
- Olá , Amélia .
- Mas , como sabia que o bilhete , era meu ?
- Simples : Não existe amor só , como eu a amo , talvez você me ame também !
E os dois , dão um sucinto e singelo selinho . Um gesto que marca
e simboiza , o amor fraternal , puro e inocente , entre duas almas ,
que talvez se amem de outros lugares , de outras vidas , de outros verões .
O pai de Amélia chega e todos se juntam a mesa do almoço ,
para conversar e se divertir , e planejar , sobre como o amor é livre ,
humano , próprio e acima de tudo , real .
Podemos perder bens materiais , ficarmos doentes , perder um ente querido ,
mas quem é do bem , sabe , que nosso único bem maior , é o amor .
domingo, 21 de janeiro de 2018
Terra de ninguém
Bateu uma depressão ,
Uma luz sozinha ,
Sem qualquer expressão .
Pensamentos multiplicados ,
Sentimentos delicados ,
Espaços rebeldes da mente ,
Um dia estranho e descontente .
O sopro da alma ,
Está fraco e diminuído ,
O riacho de som e calma ,
Está cada vez mais poluído .
A verdade é um alucinógeno,
O futuro um destino andrógino ,
A razão , fatos que enfraqueçam ,
Riquezas , bens que nem todos mereçam .
Um subjetivo solo ,
Em busca de alguém ,
Já não há mais colo ,
O mundo é terra de ninguém .
sábado, 20 de janeiro de 2018
Vida azeda
A mim ,
E a qualquer alguém ,
Fim .
Sempre acreditei ,
Acertar de primeira ,
Muito meditei ,
Para conseguir por uma vida inteira .
Mas , o mundo não é justo ,
Tudo cobra , tudo tem um custo .
E perdi tudo ,
E o resto abandonei ,
Deixe de ser sortudo ,
E de propósito errei .
A dificuldade ,
Cresce em meu cotidiano ,
Uma saudade ,
Do degradado plano .
Esperando que uma segunda chance ,
O céu considere e conceda ,
Que por intenção , haja positividade e alcance ,
E adoce , esta vida azeda .
sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
Luzes e escuridões
Procurando uma letra ,
Na pele preta ,
Uma inspiração , sobre a lua negra .
O vento parou de soprar ,
As palavras sobram na garganta ,
O vento , a terra , a água e o ar ,
Os barulhos da noite que encanta .
Depois de um dia turbulento ,
O corpo cansado , consumido , lento .
Ecoa na mente ,
Os sons diurnos ,
Consequentemente ,
Sons noturnos :
Noites de janeiro ,
Começo do ano ,
Estou inteiro ,
Tenho um plano .
Sigo objetivo ,
Sigo meta ,
Um adjetivo ,
Que completa :
Hoje o sol brilhou
Por entre a janela de vidro iluminou ,
Perante o meu leito e disse : " ande por entre a escuridão ,
Só assim poderei na imensidão ,
Iluminar teu caminho
E de quem és teu vizinho ".
Embora a luz , pareça mais apreciável ,
E mais convidativa e amável ,
A escuridão extensa ,
É fator de luz intensa ,
Combinam muito , todas as solidões ,
Envolvidos entre , luzes e escuridões .
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
O amor e o humor
Realidade verídica ,
Em um desenrolar constante ,
De agradar a crítica ,
Afinal , bom humor ,
E amor ,
Nunca são demais ,
Tome como referência seus pais .
Todos nós nascemos pelo amor ,
E desde cedo damos valor ,
A qualquer situação ou ato de humor ,
Que traga ao coração mais calor .
São dias e horas ,
Até este momento ,
Que elimina os foras ,
E evoca mais sentimento :
Separados ,
Não são nada ,
Considerados ,
Ação amada .
O ato de dar vida ,
Oferecer abrigo ,
E assegurar a saída ,
Aprender o que é ser amigo .
Assim são , este dois quesitos ,
Pertinentes , aos normais e aos esquisitos ,
Que sejam cultuados ,
Nos quatros cantos do mundo ,
Cuidados e conservados ,
Nos corações , com efeito profundo .
Nas profundezas do tempo interior ,
A vida , a verdade , a justiça . . . o amor e o humor .
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
Amor , estou voltando
Quando te vejo ,
Presente em minha oração ,
E em tudo que desejo .
Enormemente feliz,
Quando a presença contigo condiz .
Minha alma encontra paz ,
Me sinto confiante e capaz .
Seja como for ,
O importante é viver ,
Com muito amor ,
Quero lhe ver .
Tudo indica ,
A sua direção ,
Aí vai uma dica ,
Te quero de montão .
No horizonte ,
Cinza , azul ou enegrecido ,
No grande monte ,
Noite , tarde ou amanhecido ,
Encontro o que procurava ,
E lembro de quem eu sempre amava ,
E quem ainda amo ,
Seu nome no meu interior chamo ,
Nesta sintonia , me acabando ,
Para um sonho , estou olhando ,
A verdade , estou visualizando ,
" Amor , estou voltando " .
terça-feira, 16 de janeiro de 2018
Ideias soltas no ar
Cigarros e mais cigarros ,
Minhas bitucas ,
Na terra da solidão ,
Noites malucas ,
Por toda imensidão .
A vista cansada ,
A estrutura óssea deslocada ,
O peso de mil preocupações ,
Desilusões do amor ,
Desculpas aos corações ,
Mas tenho meu valor .
Pedaço por pedaço ,
Espalhados pelo chão ,
Juntos neste espaço ,
Cacos do coração .
Amores de verões ,
Sóis , sensações ,
Aprendizados e lições ,
Protetor solar em várias versões ,
Refresco á janela do prédio ,
Esforços para eliminar o tédio :
O fogo da juventude ,
Na terra da atitude ,
Insisto em amar , neste mar ,
Ideias soltas no ar .
segunda-feira, 15 de janeiro de 2018
Retratos da degradação da alma
Em mostrar o sofrimento ,
A resistência ,
Um frágil pensamento .
Seria lindo ,
O pequeno vencer ,
Então eu brindo ,
Por driblar o amanhecer .
Uma manhã de preocupações ,
Restos eternos sem soluções ,
Fagulhas do fogo da juventude ,
Um ideal sem atitude .
É greve ,
Sofrer breve ,
O bem , não quer mais trabalhar ,
Alguns atentos , outros insistem em falhar :
O céu , cor de poluição ,
A sujeira urbana e sua produção ,
Restos das ruínas de castelos ,
Canceres de sóis amarelos ,
Porcaria que sai das turbinas ,
Restos de meninos e meninas ,
Mãos acorrentadas , marcas de nascença na palma ,
Retratos da degradação da alma .
A rima de um serafim
De tanto sofrimento ,
Por tudo que aconteceu ,
Remorso e lamento .
A garganta engasgada ,
Já não quer falar nada ,
Prefere se manter calada ,
Do que ser pisoteada .
O preconceito venceu ,
A estranheza nasceu ,
Pequenos pontos que perdi ,
Em pensamentos fumegantes ardi .
As estrelas , só vem mais tarde ,
Mas a escuridão da noite já invade :
" O trânsito no céu é limpo ,
Uma visão em letras pimpo ,
Produzo o inicio e o fim ,
A rima de um serafim " .
domingo, 14 de janeiro de 2018
A garoa da madrugada
Circulam em minha cabeça ,
Sentimentos ,
Consumados sem que algo aconteça .
Frio
E umidade ,
Vazio
E saudade .
Interrogações ,
Em minha memória ,
Interlocuções ,
Em meio a história .
Os cinco sentidos ,
Ativados ,
Consumidos ,
E usados .
Nuvens de um céu esquecido ,
Assim , é entre a noite e a manhã ,
Um equilíbrio , entre o famoso enriquecido ,
E o humilde admirador e fã .
Se a noite é uma criança ,
A madrugada é um adolescente ,
Tentando se livrar da lembrança ,
Sem se tornar um delinquente .
Ares urbanos , lua drogada ,
Uma vida provisória e alugada ,
Cada vez mais gasta e amargada ,
A garoa da madrugada .
O tempo sem lucidez
É uma falsa evasão do tempo ,
Um instante em que contorço ,
Em busca de um mínimo contento.
Tempos em que o sinto ,
Tempos em que não o sinto ,
Uma ilusão insistente na alma ,
Momentos em que é prazeroso perder a calma ,
E que o ódio ,
Envenena o ócio ,
Como uma competição sem pódio ,
Um perder sem sócio .
Vejo as horas desgastarem meu pensamento ,
Como um servo eterno , a deuses alimento .
Uma oferenda a um Deus pagão ,
Acreditava em tudo sim ,
Mas de repente o mundo disse que não ,
Em um descontento sem fim ,
E as veias entupidas de amor ,
Agora envenenadas e sem valor ,
Perdem a função ,
Estragam a sensação .
Os minutos do passado inexistente ,
Uma ilusão para estar vivo ,
Uma tese descontente ,
Para sustentar um falso motivo .
Viver , a mentira da vez ,
O tempo sem lucidez .
Esquisitices da minha cabeça
No fim do dia ,
Ventos do sul ,
A bateção cardia ,
Vem anoitecer ,
Vem acontecer ,
Eventos de desconhecer :
" Eu nunca sei ,
De que lado estar ,
Nem sei se errei ,
Mas amor , costumo emprestar .
O vento , sem sentido ,
O ego comprimido e contido .
Vejo o céu escurecer ,
E nenhuma solução ,
Para mudar , o que costumo ver ,
Sem qualquer condição .
De um lado opressão ,
Do outro lado a pressão ,
Prefiro continuar escrevendo ,
Afinal o mundo será do que jeito que tiver de ser ,
Talvez nada mude , o que ando vendo ,
E talvez eu seja diferente , e tenha mesmo que renascer .
Talvez , eu não me conheça ,
E solitário , envelheça ,
E nenhuma filosofia , me convença ,
Esquisitices da minha cabeça " .
Instantes intensos de domingo
Penso em como sobreviver ,
Neste último mês ,
Tentando respirar e viver .
A manhã se tornou fútil ,
O vicio em acordar tarde ,
Sinto um período inútil ,
Que domina e invade .
O céu cinza , quase incolor ,
Um saudade insistente ,
Supérflua e indolor ,
De um caldo depressivo e consistente .
As horas driblam a inteligência ,
A espera de um mundo melhor ,
Em busca de uma consciência ,
Que some longe e ao redor .
Em busca de um abrigo ,
Uma conversa , um amigo ,
Um equilíbrio entre o novo e o antigo ,
Instantes intensos de domingo .
sábado, 13 de janeiro de 2018
Moleca
Logo pela manhã ,
Me arrepiou inteiro ,
Como chá quente de hortelã .
Seus vestidos curtos ,
Causando surtos ,
Como um vendaval de prazer ,
Até hoje , não sei o que fazer .
Sua voz suave ,
Queria do seu coração ,
A chave ,
Pra te encher de emoção .
Passei muito tempo contigo ,
Por enquanto , só como amigo ,
Mas tenho planos para nós ,
A meia luz , nós dois a sós .
No fundo era você ,
Me guiando ,
A sua mercê ,
Amando .
Não deixarei cair a peteca ,
Quem ama , não peca ,
Rezo do brasil a Meca ,
Por esta Moleca .
Histórias cotidianas
Me maltratam , me controlam ,
Esperanças ,
Meus sentimentos , esmolam .
Trabalho , estudo , escrevo ,
A tentar amar , me atrevo .
Mas nada funciona ,
Apenas esperar ,
Que tudo venha a tona ,
Que algo venha considerar .
Apaixonado , amante ,
Solteiro , pensante .
Já me livrei de muitos defeitos ,
Hoje sou outro ser ,
Onde respeito meus direitos ,
Esperando esta relação renascer .
Nesta noite , final de semana ,
Declamando , histórias cotidianas .
Dilemas da vida
Aprender e conviver ,
Ter sabedoria e ciência ,
Adquirir sapiência ,
Cultivar paciência ,
Dicernir na consciência ,
Agir na conivência ,
Proteger por confidência .
A arte de saber ,
A verdade conceber ,
A bondade receber ,
No mundo se perceber .
Agir correto ,
Ser direto ,
Valorizar vitalidade ,
Acumular qualidade .
Recepcionar a identidade ,
Independente de idade .
" Recupero a verdade perdida ,
A liberdade está consentida ,
A paz está concedida ,
Dilemas da vida . "
sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
A serviço do céu
Nesta noite de sexta ,
Tentando sentir , esta brisa de anjo ,
Um vento que sussurra como banjo ,
Acordes angelicais ,
Inspirações gramaticais ,
Retalhos do céu ,
Ao meu alcance ,
Virtuais: lápis e papel ,
Uma segunda chance .
Uma oportunidade de evoluir ,
Algo valioso produzir ,
Ascender a fé na alma ,
Liberar a mente de qualquer trauma .
Ouço a ventania ,
E as folhas no telhado ,
Inspiram sabedoria ,
Decorando este ser documentado .
Em sua forma sincera retratado ,
A este mundo , ferramenta de paz ,
Por arcanjos emprestado ,
Para ajudar no que seja capaz .
Em busca de melhor condição ,
Para este singelo mundaréu ,
Pratico a rendição ,
A serviço do céu .
Tentando explicar o que sinto
É estar solteiro , ou ter alguém ?
Confesso eu já estar cego ,
Pois vivo apaixonado por um alguém ,
Devo muito a esta pessoa ,
Estivemos juntos , no sol e na garoa ,
No amor e na doença ,
Na falta de fé , e na força da crença ,
No esquecimento , e na lembrança ,
No fim da velhice , e na avidez da infância .
Por um processo longo e extenso ,
Que aliviou o estado , de estar tenso ,
Provocou e alimentou meu coração ,
Fez parecer enorme , uma simples oração .
Um ser vivo ,
Que me deu motivo ,
Para continuar e amar a vida ,
Agradecer qualquer benção servida .
Se disser que esqueci , minto ,
Tentando explicar o que sinto .
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
Passagem para outro mundo
Onde dom lá , aqui insanidade .
Queria conhecer mais ,
Saber como jamais .
Me deram um nome ,
Uma identidade ,
Aprendi o que é fome ,
E o significado de saudade .
Degustei uma comida ,
Aprendi a valorizar a vida .
Me apaixonei , provei do amor ,
Agora sei , o que é valor .
Visitei lugares dos mais variados ,
Entendi o fim , na qual todos estão fadados .
Escolhi escrever ,
Para relatar ,
O que costumo ver ,
Definições de bem - estar .
Dias específicos trabalhar ,
Imagens bonitas olhar ,
Amar sincero ,
Tudo que espero .
Lamento profundo ,
Neste solo fecundo ,
Haverá fim , no propósito e no fundo ,
Um dia estarei , de passagem para outro mundo .
quarta-feira, 10 de janeiro de 2018
As margens do amor
Em uma rede social ,
Foi como um coro de motos ,
E em preto e branco , uma aurora boreal .
Não creio em retornar ,
Pois estou quebrado ,
O tempo pretendo subornar ,
Para perdoar , meu jeito errado .
A noite me ensina a ter cuidado ,
Para não ser enganado ,
E permanecer vivo ,
Por um bom motivo .
Sei que te enviei recados ,
Mas nada sério .
Como sermos amados ,
Permanece um mistério .
Esqueci , toda e qualquer mágoa ,
Te amo até , debaixo d'água .
Queria tocar seu lábio ,
Uma última vez ,
O destino é sábio ,
Me ajudará , talvez .
Nunca amei , outro mulher ,
Quando e como quiser ,
Voltaremos ,
Juntos estaremos ,
No abismo , não pularei ,
Esta queda não vale o aprendizado ,
Que juntei e somei ,
Me sinto ainda amado .
Pensando , á beira , seja como for ,
Sobrevivente , as margens do amor .
Crônicas do universo noturno
Pedindo dinheiro no farol .
O descontente ,
Que viveu longe do sol .
A mundana ,
Na ganância da grana .
O bandido ,
De sua realidade banido .
O presidiário ,
Sem noção de dia e horário .
O alcoolizado ,
Bêbado e descontrolado .
O vândalo ,
Provocando escândalo .
O trombadinha ,
Que na balbúrdia caminha .
O esquizofrênico ,
Culturamente anêmico .
As noites , e seus mundos ,
Eventos extensos e profundos :
" Deixo a reflexão ,
Pulo para outro turno ,
A obscura paixão ,
Crônicas do universo noturno " .
Histórias de um mundo subjetivo
Ideais temerosos ,
Dias em que a sombra engole ,
E a coragem é vulnerável e mole ,
Em que o vento é apenas mais um ,
Nestes estranhos acontecimentos de lugar nenhum .
As horas correm pelo ralo ,
A noite age com abalo ,
Nada está livre ou liberto ,
Deste livro aberto ,
Que é a vida exposta ,
A estranha escuridão composta .
Os pingos escorrem do telhado ,
A santa de barro , afasta mal olhado ,
Uma reza ,
Uma prece ,
Que se preza ,
E acontece .
Amei ela ,
Mas só a vi uma vez ,
A voz dela ,
Ecoa na mente toda vez ,
Como um grito de socorro ,
Em sua direção , eu corro .
Paredes pintadas ,
Cores variadas ,
Histórias revisitadas ,
Pelas frestas clareadas .
Com otimismo , buscando um adjetivo ,
Histórias de um mundo subjetivo .
terça-feira, 9 de janeiro de 2018
Miséria anônima
Famigerado tímido ,
Suspira no íntimo ,
Pouco quero exposta ,
Mas , coloco-me a escrever ,
Esta fome composta ,
Que a olho nu , pode-se ver.
Fome de cultura ,
Fome de paixão ,
Viciado em literatura ,
Dependente da reflexão .
Os olhos fundos ao espelho ,
A retina tingida de vermelho ,
O vento sob o corpo vazio ,
Há dias , este clima frio .
O vento e o fim ,
Em sua canção harmônica ,
Faz sentido pra mim ,
Esta miséria anônima .
Bad
A perdi ,
Por atos insanos ,
Ardi ,
No inferno ,
No calor dos perdedores ,
Hiberno ,
Em pesadelos e dores .
Conheci dos piores ,
Sentimentos e situações ,
Desprovido de amores ,
Obscuras sensações .
Desde aquele instante ,
Em que a amei o bastante ,
Percebi que amar ,
De nada valia ,
Anjos caídos , vieram me buscar ,
E de nada valeu valentia ,
Pois estava fraco ,
O coração em caco .
E hoje , tendo recomeçado ,
Remendo o peito ,
Antes despedaçado ,
Sem qualquer direito .
Ouço a voz da razão ,
Que me trouxe a esta situação .
Mas não quero racionalidade ,
Quero o gosto da liberdade ,
Estar livre afinal ,
E ter um bom final .
A vida , Deus concede ,
Permaneço , na " Bad " .
Reluz
Cinza e desprovido de luz ,
O espaço vazio , calado ,
Obras do vento , um cinza que reluz :
Na escuridão ,
Há vida ,
Numa imensidão ,
Sem saída ,
Ou meio de fuga ,
Perdido na madruga ,
Ou no fim de tarde ,
Uma inspiração invade ,
E toma toda a verdade ,
Passageiro ,
Desta cidade ,
O roteiro ,
Desta sociedade ,
Sem saciedade .
Insatisfeito ,
Com o bater ,
Deste peito ,
A combater ,
Sem efeito ,
Nem conter ,
Opinião ou conceito ,
Para assuntos abater .
Na esperança luz ,
Da vinda , do que reluz .
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
Idiota crescido
Não tenho carro da moda ,
Não fiz faculdade cara ,
O simples me acomoda ,
A vida é muito rara .
Tenho poucos amigos ,
Mas dos valor ,
Aos novos e antigos ,
Transfiro calor .
Moro no país que nasci ,
Tenho o necessário ,
Várias vezes renasci ,
Por cada raro aniversário .
Nos últimos meses ,
Já me apaixonei várias vezes ,
Acordei de comas espetaculares ,
Sou de nenhum , e de todos os lares .
Ignoro insulto ,
Não sou adulto ,
A mesma esfera divido ,
Me sinto , um idiota crescido .
Talvez não faça sentido
Tens muitos amigos ,
Novos e antigos .
Talvez não saiba ,
Que vi seu perfil ,
Nesta rede social nem caiba ,
O coração á mil .
Fotos variadas ,
Recados incrementados ,
Pessoas amadas ,
Lugares visitados .
Escondo meu rosto ,
Atrás deste celular ,
Talvez eu não seja seu gosto ,
Trancando neste lar .
Seu nome ,
Me consome ,
A fome ,
Beijo ,
Onde se come ,
O desejo .
Meu Amor contido ,
Talvez não faça sentido .
domingo, 7 de janeiro de 2018
Tempos chuvosos
E nunca , ter-se acostumado com a vida .
Do futuro duvido ,
E toda palavra se torna fútil e mal ouvida :
Garoa ,
Forte ,
Á toa ,
Do sul ao norte .
Frio ,
Vazio ,
Uma gota ,
No frágil olhar ,
Solta ,
A me molhar .
Lembranças ,
Do passado ,
Faltam esperanças ,
Peito amassado .
Dias loucos ,
Noites insanas ,
Verdadeiros são poucos ,
Falhas cotidianas .
Nos solos ,
Gloriosos ,
Nos pólos ,
Tempos chuvosos .
sábado, 6 de janeiro de 2018
Pequeno sou eu
Na alma ,
O barulho ,
Desalma ,
Retira a paz ,
Torna - se incapaz ,
Vergonha faz ,
Ao vento que desfaz .
Pequenos ,
Brandos ,
Amenos ,
Errandos .
Memória ,
História ,
É o que resta,
O que a vida empresta ,
Traz de volta ,
Na base da revolta ,
Do medo ,
Da rebeldia ,
Desde cedo ,
A cada dia .
Junto a tempestade ,
O tempo anoiteceu ,
O mundo tem vontade ,
Pequeno sou eu .
Mar de sentimentos
De vozes na mente ,
Destronado ,
De ser contente .
Pensativo ,
Do que devo fazer ,
Motivo ,
Que retira o prazer .
Imaginação ,
Vai além ,
O coração ,
Também ,
Girando ,
Em torno de lugar nenhum ,
Procurando ,
Sentido algum ,
Encontrando ,
Absolutamente nada ,
Debruçando ,
Sob o abismo da mente calada ,
Viajando ,
Em pensamentos ,
Velejando ,
Pelo mar de sentimentos .
sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
Queria apenas adormecer
Esta voz ,
Que insiste em não se calar ,
Veloz ,
Sem limitação ,
De ir e vir ,
Que palpita o coração ,
E não consegue dormir .
Queria lhe dizer ,
Que tentei ,
Mas é maior o prazer ,
Contentei ,
Envenenei a alma ,
Só eu sei ,
Errar sem calma ,
Mais uma vez errei ,
Este barulho que ecoa na mente ,
Torna mais visível e consequente ,
As falhas em minha personalidade ,
Divergências com a realidade .
Queria lhe advertir ,
Que deixei de divertir ,
O monstro em mim acordou ,
E o ventre fundiu , acoplou e concordou ,
Parte humano , parte fera ,
Um perigo para esta nova era .
Meu interior grita ,
Queria lhe ver ,
Verdade que se repete e imita ,
Queria apenas adormecer .
Diálogos com a noite
Sussurra em meus ouvidos ,
E conspira ,
Fazendo pedidos :
" Cuide dos dias , Poeta !
Siga o caminho , a seta ,
E saberá chegar ,
Até a paz ,
Poderá sossegar ,
Vá , é capaz .
Veja constantemente ,
Sua reserva ,
Haja conscientemente ,
Na intenção que o conserva .
Abra mão de tudo ,
No sentido mais profundo ,
Se entregue a verdade ,
O resto , são lembranças e saudade ,
Que o tempo cura ,
Com rima e leitura .
Quando ordeno ,
No mais aterrorizante sereno ,
É porque , já preparei o terreno ,
Para abrandar , teu passo nobre e sereno .
Perca , se renda , enfrente o açoite ,
Desejo - lhe sorte - Diálogos com a noite " .
Propósito na vida
Tarde . Mas sol e claridade .
Muitos haverão ,
De declarar sua sanidade .
O mundo requer cada vez mais provas ,
Evoluímos juntos ,
Aonde almas antigas e novas ,
Formam sagrados conjuntos .
Percebo que estou mais sociável ,
Menos julgador e preconceituoso ,
Escrever me tornou amável ,
E menos problemático e defeituoso :
" A vida acorda ,
O coração transborda ,
O cheiro de vida nova no ar ,
Aprendo , o sentido de amar .
Concedo minha alma ao criador ,
No código de valores ,
Meu bem de maior valor ,
Depois de todos os amores .
Sigo caminhos e trilhas ,
Há quilômetros e milhas ,
Absorvo o sentido da verdade ,
Só há coragem , quando for a única escolha ,
Geralmente na velha idade ,
Ou quando ninguém mais o acolha .
Uma humanidade reunida ,
A um caminho de paz conduzida ,
Que seja bem vivida ,
Com um propósito na vida " .
Nada a ver
Um luto ,
O inviável descoordenado ,
O acontecido eliminado :
" Contos da carochinha ,
Sonhos e fantasias com a vizinha ,
História de pescador ,
Histórias de amor ,
Dúvidas sobre o real ,
Solidariedade e solidários ,
Um assassino serial ,
Níveis sociais desigualitarios .
Pensamentos e reflexões ,
Sentimentos , sensações e paixões .
Luta armada ,
Um caso de desavença com amada .
Histórias de relação ,
Que nunca deram certo ,
Uma estranha separação ,
Um caminho incerto .
Tudo ,
Pode ser tudo .
E nada ,
Pode ser nada .
Os olhos veem , o que querem ver ,
E todos no sistema do dia ao amanhecer .
A escuridão é deixada de lado ,
O esforço preguiçado do conhecimento ,
Um ventre calado ,
Pelo medo ao descobrimento .
Criamos casas e carros ,
Nos viciamos em bebidas e cigarros .
Acreditamos no governo ,
Nos deprimimos no sereno .
No fundo há várias explicações ,
Mas abertos ao amor , poucos corações .
Coisas que não queria me atrever ,
Em descrever e dizer .
O mundo cego de imediatismo e prazer ,
A ganância tomou conta , um mundo nada a ver . "
quinta-feira, 4 de janeiro de 2018
Articulador da linguagem
Da bancada poética ,
Vertical , horizontal , diagonal ,
Em todo ângulo ou ética .
Venho do profundo poço de criação ,
Da árvore da inspiração ,
Fiz parte da germinação ,
Levo desejos nobres no coração .
Retalho sem fim ,
Dentro de mim ,
Produz e cria ,
A sabedoria ,
Do rimador humilde ,
Que rimar decide ,
E faz do cotidiano ,
Melhor a cada ano .
Pedaço infinito ,
Escrevente e bonito ,
Interessante e abrangente ,
A todo verso criado e pertinente .
Versão melhorada ,
De qualquer rima embolorada ,
Que atravessa a linha do criador ,
Que eleva aos céus o amor .
Despacha a bagagem ,
Que acumulou nesta vida-viagem .
Descrevente e limitador da imagem ,
Decorador e arquiteto da miragem ,
Levo no peito sentimento e coragem ,
Articulador da linguagem .
terça-feira, 2 de janeiro de 2018
De noitinha
Sem dormir ,
Sentindo sua falta ,
Quero sair ,
Nesta lua de prata ,
Dançar sob as estrelas ,
A luz do luar ,
Minhas bochechas vermelhas ,
Com o azul do mar ,
Formam as diferenças ,
Deste nosso amor ,
Entre contrastes e crenças ,
Nos damos valor .
Sozinho e sozinha ,
Enquanto a humanidade caminha ,
Eu sou seu e você minha ,
Amores as escuras de noitinha .
Organismo vivente no espaço sideral
Para rimar nas férias .
Sobre nada divago ,
E promovo estreias .
Vou a alma do planeta ,
E com papel e caneta ,
Embora virtuais ,
Faço versos atuais .
Descubro o mundo ,
Do começo ao inicio ,
O saber profundo ,
A arte do reinicio .
Construo base forte ,
Do sul ao norte ,
E vejo a vida renascer ,
A verdade , venho conhecer .
Produzo o repente ,
Para o povo em geral ,
Me torna contente ,
Organismo vivente no espaço sideral .
segunda-feira, 1 de janeiro de 2018
Em um novo ano amanheço
Em forma física e essência ,
Uma ode em minha segurança ,
Um vírus em minha lembrança .
A distância entre nós ,
Fugir foi um caminho ,
Provoquei mais nós ,
Os desatarei sozinho .
A separação em formato físico ,
Como atlântico e índico ,
Separados por uma barreira de problemas ,
Separados por conspirações e seus sistemas .
Eu vivi imaginando ,
Eu vivi pensando ,
Em como seria lindo ,
Nós dois juntos ,
Mas não sou mais bem vindo ,
Em amores e conjuntos .
Pouco sei ,
Como vim parar aqui ,
Só sei ,
Que algo tenho de levar daqui ,
E que seja nossas lembranças ,
Símbolos e caminhos de esperanças .
Penso , logo me entristeço ,
Em um novo ano amanheço .
Vivendo a base de calmantes
Ameniza a dor ,
Refresca do calor ,
Exalta o valor .
Os medicamentos ,
Enganam os sentimentos ,
Anestesiam o ego ,
Tornam luxo ser quase cego .
Chá , de qualquer planta ,
Suprimi e encanta ,
Torna a pior data em santa ,
Cobre do frio , como uma manta .
Poesias e poemas ,
Fazem esquecer ,
Os problemas ,
Ao anoitecer .
Um fumo , um trago , um cigarro ,
É uma afirmação de vida ,
Uma premissa para rezar ao santo de barro ,
Uma boa desculpa para a saída .
Nesses tempos degradantes ,
Sem possibilidades agradantes .
Os erros e falhas são gritantes ,
Para fugir em alma a imaginários horizontes ,
Devo exagerar em utopias aos montes ,
Vivendo a base de calmantes .
A sombra de um sol amarelo
Meios copos insanos ,
Um novo cotidiano ,
Novos tramites e planos .
O dia é quente ,
Um bom dia ,
Para produzir um repente ,
Nesta tarde sadia :
" Sol e nuvens , no céu brilhante ,
O vento e seu frescor cortante ,
O silencio é quase uma religião ,
A brisa calada desta região .
As fumaças se reúnem ,
E formam a roupa do céu ,
Como uma família se unem ,
Como um segredoso véu .
Pequenos raios de sol ,
Me acordaram no lençol ,
Da cama ao fundo da alma ,
Reflito , penso , transfiro calma .
É horário de verão ,
Viver é a condição ,
Para que a vida continue ,
Para que o sonho insinue ,
E se torne realidade ,
E a imaginação tenha validade .
Uma nova era ,
Nesta esfera ,
Em sintonia com o espaço sideral ,
Abóboda colorida , color , coloral ,
Me livrai do mal ,
Com uma ação sensacional .
Espero um ano doce , como caramelo ,
Que dias sejam lindos , em um conjunto belo ,
Pelo bem , e pela paz , eu zelo ,
A sombra de um sol amarelo . "