quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Dilúvios do coração amanhecer

Talvez o destino ,
Tenha enlouquecido ,
Ao sonho desatino ,
Um dia jamais amanhecido .

Talvez o passado ,
Tenha vazado ,
E nada mais suture ,
E nada mais me cure .

Talvez o presente ,
Esteja esquisito e doente ,
E me quer confuso ,
Faltando um parafuso .

Talvez o futuro ,
Condicionou - me ao apuro ,
E não haja solução ,
Para o meu coração .

Talvez o amor ,
Perdeu o calor ,
Virou stress e dor ,
Acabou o valor .

Talvez nossa relação ,
Girou em uma translação ,
Em um circulo vicioso e obtuso ,
Hostil em seu abuso ,
Nos fez separar ,
No fez comparar ,
Refletir demais ,
Perder - se como jamais .
E talvez nunca saibamos voltar ,
A estrutura amorosa remontar .
Talvez tudo estava mesmo contra mim ,
E o que me resta é aguardar o fim . . .

 . . . A não ser que eu acorde ,
E intenso , de amor transborde ,
E veja que há sim um caminho ,
Um canto e um segredo de um passarinho :

" Que nunca percamos a ternura ,
Que erradiquemos a repressão e censura ,
Que mesmo sabendo do anoitecer ,
Haja dilúvios do coração ao amanhecer " .

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