sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Derradeiro amor

Em tardes próximo ao fim de semana ,
Escrever , sonetear e prosear ,
A insegurança me afana ,
Penso onde deve estar .
Já trabalhei demais ,
Me cansei como jamais ,
Vivi o possível e o impossível ,
Neste plano criado por sei lá quem ,
Tudo parecia infalível , 
Mas falta alguém .
Na selva de concreto noturna ,
O peito fechado como urna .
Tudo parecia perfeito ,
Uma brisa ao peito ,
Vem me dizer :
" Que foi tudo , um bom prazer " . 
Dúvidas se deveria ter complicado ,
Ou ter mais te amado ,
Nem tudo é delicado ,
Minhas questões . . . está acabado :

" Nesta sexta - feira ,
O vento vem alertar ,
A tarde inteira , 
Histórias a contar ,
Uma razão Deus vem me emprestar ,
Dizer como e quando deveria estar .
Prever e falar a verdade ,
Que mesmo a máxima racionalidade ,
Têm um pouco de insanidade ,
O mundo é uma estética e louca vaidade .  "

E mesmo que o contrário sentisse ,
Eu em minha pobre loucura o disse :

" Pensei que o futuro seria legal ,
Mas nada me aguardava ,
Tudo está cada vez mais mal ,
Pensei que o mundo me amava .
Lutando ou deixando de lutar ,
Continuarei sendo uma gota do temporal .
E a desconfiança anda a aumentar ,
Fora de ética , dialética e moral .
No fundo queria morrer por alguém que amava ,
Ponto , e a história acabava .
Mas tudo correu diferente ,
Estranho e descontente .
Sou seu filho ,
E seguirei enfim ,
Do mal desvencilho ,
Por amar muito alguém " .

Agora morro pelo passado ,
Pelas contas no fim do mês caçado ,
Ela foi , e eu fiquei ,
Errei , eu sei ,
Mas eu pagarei ,
Eu me desapegarei .
Refletindo em grandes montes distantes ,
Convivendo e amando a garota de antes ,
Tendo ou não tendo valor ,
Pelo derradeiro amor .



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