quarta-feira, 3 de maio de 2017

Grito de outono

Os ventos ,
Dos tempos ,
Apagam a voz de um homem ,
Calado , segredos o consomem .
Por entre a névoa de solidão , 
No plano real , ataca em imensidão .
Vejo que o mundo cresce ,
O que é real , desaparece .
As manchas na linha do destino ,
Fazem eu deixar de ser menino ,
As camisetas do ano passado ,
Já nem servem mais ,
Meu senso crítico está ultrapassado , 
Desistirei jamais :

" No frio desta estação ,
Pulsa meu coração ,
Levando nas veias a frieza ,
De ser um estranho , com certeza .
A plenos pulmões ,
Eternas visões ,
Como poemas de Camões ,
Sempre há diferentes opiniões .
Pedaços de mim ,
Vagam no universo sem fim ,
Levam comigo verdades ,
Incessantes puberdades ,
Relaxos e vaidades ,
Constantes ações das idades .
Os sons dos pássaros , ainda me comovem ,
Os carros , com a força da poluição , se locomovem . 
Mas declaro aqui ,
Com uma voz ,
Que sai daqui ,
Em força veloz : "

" Povo ,
Judiado ,
Novo ,
E odiado .
Declaro a independência ,
Por autoridade e consciência ,
Que há um caminho a ser cumprido ,
Que jamais seja apenas sonho de sono ,
Nosso senso crítico jamais deve ser contido ,  
Livrai dos grilhões da alma , neste grito de outono " . 


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