sexta-feira, 10 de março de 2017

Poeta a paisana

Acordo cedo ,
Venço o medo ,
Rimando no circular ,
Da casa ao lar ,
Do lar pra casa ,
O verso nunca atrasa .
A rotina é comum ,
Do ABC , só mais um .
Os ventos trazem lembranças ,
Corres , rolês , caminhadas e andanças .
Meu tempo se foi ,
O novo disse oi ,
E o amor disse tchau ,
Em uma qualquer estrofe de sarau .
Tudo pode acontecer ,
O bem , só pra quem merecer .
Carrego o celular ,
O velho apetrecho ocular ,
A velha roupa costumeira ,
Rimas na bagagem ,
De uma vida inteira ,
Feita de som e imagem .
Tudo vira poesia ,
Exagerado e em demasia ,
Vejo tudo girar ,
O corpo transpirar ,
A testa suar ,
O peito soar ,
A menina bonita passar ,
O relógio me ultrapassar .
Estou vivo ,
Na ativa ,
Convivo ,
Na rima viva .
Dispenso glória e fama , 
Portando intelectualidade insana ,
Mais uma vez , levanto da cama ,
Pronto pra rimar , poeta a paisana .  

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