O temporal ,
Em meu olhar ,
O coral ,
De vozes a me chacoalhar .
Em um canto de mundo ,
Perdido , pensativo e imundo .
Ideias mundanas ,
De um pequeno poeta ,
Que em atitudes insanas ,
Nada sutura ou conserta .
A tempestade ,
Dispensa vontade ,
E vem do firmamento ,
Mais forte que saudade ,
Quando muda o curso do vento ,
Que ataca em qualquer idade .
Vejo o universo ,
Pelo tapa - olho - de - vidro .
Escrevo um verso ,
Internamente in vitro .
Lembranças consomem ,
Quando fraco o homem ,
Verdades atingem ,
Corpos em vertigem ,
Já perdi o sentido da seta ,
Mais um dia , como poeta :
" Os olhos umidecem ,
As noites anoitecem ,
O cheiro úmido no ar ,
A dificuldade em respirar .
A fumaça deixou de atingir ,
O corpo a reagir ,
Assim como a solidão ,
Que acostumei ,
Provoca imensidão ,
Em tudo do que sei .
O coração jamais conforma ,
Sofrer desta forma ,
Indigna e desconsiderada ,
Uma chuva inesperada " .
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