segunda-feira, 20 de março de 2017

Delírios próprios da alma

As luzes do firmamento ,
Dizem boa tarde ,
O sabor do momento ,
Me afeta e me encarde .
O sol veio dizer um oi ,
A esperança nunca se foi ,
Estava descansando em qualquer coração ,
Esperando uma ordem de retorno ou oração .
A verdade é que tive saudade ,
E para regredir , já não tenho mais idade .
Prefiro resolver ,
Me envolver ,
Seguir um rumo confiável ,
Amor próprio , o ato de ser amável .
Estou pronto ,
Para viver este conto ,
Chamado vida ,
Que a continuar me convida .
Nasci tantas vezes ,
Passei por vários trezes ,
Mas obtive sucesso no último tempo instante ,
A fé em sua forma pura e constante .
Acredito em tudo ,
Não há tempo pra negar ,
No máximo me iludo ,
A maturidade me fará sossegar .
Agreguei várias filosofias ,
E cá estou eu ,
Com meus problemas e manias ,
Neste dia que amanheceu .
Abraço o inimigo ,
Decifro o antigo ,
Parto pra ação ,
Com fé e emoção :

" Hoje acordei ,
E pensei :
' Por que não viver? ' ,
A vida vim ver ,
E cheguei em um consentimento ,
De valorizar em investimento , 
Numa paz interna ,
Na maldade que hiberna .
Pude amar ,
Paz clamar ,
Mostrar meu valor ,
Neste contraste de frio e calor ,
Mostrar meu equilíbrio ,
Neste corpo acidental e híbrido .
A marca da vida na palma , 
Rogo aos céus a calma ,
De toda minh'alma ,
Nestes delírios próprios da alma " .
 



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