sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Vinte e quatro horas

O dia se vai ,
Sem mãe e sem pai ,
Filho bastardo de mãe ausente ,
Mais um dia descontente .
Assim caracterizo o dia ,
Cada segundo ,
Uma diferente bateção cardia ,
Solto no mundo .
Liberdade aos meus ,
Agradeço a Deus ,
E a todos que me ajudaram ,
As gratidões nunca acabaram .
Trabalho , poesia e atividades domésticas , 
Beleza , destreza e cuidados com as estéticas .
Nunca me achei bonito ,
Mas sei fazer poema bem escrito ,
Pra vir a este universo fui inscrito ,
Cheguei , cresci , desenvolvi ,
Honro tudo que tenho dito ,
E em tudo que me envolvi :

" Todo dia ,
O som dizia ,
E ele escrevia ,
Sentia ,
Todavia ,
Consentia ,
Ressentia ,
Pedia ,
Transcrevia .
Sobre si ,
Sobre o outro ,
Renasce ,
Neste reencontro .
Tenho fé ,
Dá pé ,
Viver o ciclo diário ,
Neste mundo áquario ,
Deuses rogam por nós ,
Juntos ou a sós ,
Antes ou após ,
Criando junções e nós .
Aprendi a viver , 
Vale a pena , todos os foras ,
O círculo de conviver ,
Todas as vinte e quatro horas " . 




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