Na tarde surtada de segunda feira ,
Alguns comem , outros soam na esteira ,
Mas eu sigo meu caminho ,
Em busca dela ,
Espero ultrapassar a casa do vizinho ,
E aparecer na janela .
Alimentando esperança ,
Por uma vã lembrança ,
Sobre mim , sobre ela , sobre nós ,
Esperando resolver , e desatar estes nós .
Desejo é o meu mestre ,
Aguçado no ambiente silvestre ,
E pertencente ao meu coração ,
Ela está presente em minha oração .
Lembro do cheiro ,
Das metades de um dia inteiro ,
Que passávamos lado a lado ,
Meu peito feliz e calado .
Mas um dia a mentira veio ,
E se instalou em nosso meio ,
E nada pude fazer ,
Embriagado de prazer ,
Aceitei meu destino ,
Uma menina e um menino ,
Onde o único pecado proferido ,
Foi um pelo outro jurar ter morrido .
E hoje o sol não é tão quente ,
Nunca será alegre o repente ,
O dia jamais será tão contente .
Na escola do amor . . . repetente .
Mas ás vezes na noite calada ,
Dá uma arrepiação danada ,
A lua brilha surtada ,
As estrelas na escuridão parecem coladas ,
As paixões em minha mente . . . folhadas .
Um reencontro , não trocaria por nada .
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